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  • fevereiro

Sobre aquele e-mail enviado às 22h

Cara, eu queria te falar sobre aquele e-mail enviado às 20h. De uma sexta-feira.

Sobre aquela mensagem de trabalho super urgente no fim de semana.

Sabe, eu consigo VER o brilho nos olhos das pessoas quando digo que tenho minha própria empresa e, por isso, meus horários são mais ou menos flexíveis e eu posso ir ao médico quando bem entendo, ou posso trabalhar de um café em vez de ficar no home office. “Puxa, um dia eu chego lá”, “Nossa, deve ser muito legal não ter chefe!”

Desculpa ter que te dizer isso, mas cada cliente que paga pelo seu trabalho é um pouco seu chefe, sim. Se você tem três clientes, você terá três pessoas pedindo resultados. Se você não tem um cliente de contrato assinado, mas você tem um público que assina seus serviços e consome publicidade no seu site, este público é meio seu chefe, sim.

Mas quem decide os termos do seu trabalho é você – e se o cliente não concorda, ou vocês ajustam, ou o contrato de trabalho não é assinado. Porque seu cliente não paga suas horas extras e nem seu plano de saúde – e se você não trabalha de carteira assinada, você não tem licença remunerada se tiver algum problema de saúde. Se tiver tendinite por digitar demais, ou problemas de pressão por excesso de trabalho, ou entupir as artérias por comer comida congelada em meia hora pra voltar para o computador, ou sua gastrite piorar porque você não janta, o problema é todo seu – e parar de trabalhar, quando você é freela, não é uma opção. Você não sabe quanto tempo sua licença vai durar. A menos que você tenha um emprego full-time e o seu negócio seja um negócio paralelo que precisa que você trabalhe nas suas outras horas de trabalho, você não recebe hora extra.

Então você não tem que trabalhar mais do que o que você aguenta.

Se o cliente sempre manda mensagens após um certo horário, você pode e deve estabelecer outra rotina, e até mesmo adaptar seus horários – começar mais tarde, por exemplo.

Mas se você está trabalhando desde as 8h da manhã, você pode aprender a dizer “não”. Pode deixar coisas para o dia seguinte, sim. E se elas forem inadiáveis (por exemplo, você realmente ficou de mandar aquele arquivo hoje, e já está atrasado) aprenda a dizer “não” para outros projetos, pra não deixar as coisas para última hora.

Mensagem de trabalho que chega depois das 20h

 

Nada é tão urgente que mereça que você sacrifique sua saúde – ou sua família.

Aqui no escritório, eu produzo melhor em horário comercial. Marido sai para o trabalho e eu também “saio para o trabalho”, que normalmente começa às 8h30 da manhã. Supondo que eu tire uma hora de almoço (e quem controla minhas horas sou EU, e quem sabe a que horas vou compensar essas horas sou EU, porque já sou adulta e se você não deposita FGTS nem me dá ticket refeição você não tem nada que controlar minhas horas de trabalho – apenas espere que eu te entregue até mais do que você pediu, dentro do prazo acordado), faça as contas sobre que horas é decente parar de trabalhar.

Pois é.

E quando eu preciso trocar os turnos (fui ao médico, passei duas horas na espera, fui visitar minha madrinha em outra cidade ou quis fazer feira mesmo), eu vou te mandar e-mails à noite, sábado, domingo ou quando for. Mas eu sei que você tem uma família também. Cliente também trabalha o dia inteiro e precisa descansar.

Você pode até mandar mensagens à noite em plena sexta-feira, porque você tirou o dia para outras coisas e só conseguiu trabalhar à noite. Mas não espere resposta urgente. Não espere resposta urgente.

Pega leve.

Se você não é CLT, as regras do SEU trabalho quem faz é você.

 

Seu cliente / visitante sabe quem você é? Sua página “Sobre”

Lounge42te ajuda

Você tem uma página “Sobre” ou “Quem somos” no seu site?

Esta é, talvez, uma das páginas mais importantes do seu site. O visitante precisa saber do que se trata a empresa e quem são as PESSOAS, assim mesmo, em caps lock, por trás dela. E ainda que seja um site pessoal, o visitante deve saber quem é você. A história daquele negócio, a história de quem faz aquele negócio acontecer.

Isso se chama transparência. Isso se chama sinceridade. Isso gera confiança, pois o visitante sabe com quem está falando, e identificação, pois é uma chance de conhecer você, sua empresa, sua história.

Bem, por falar em sinceridade, não finja ser o que você não é. Evite uma página “sobre” engraçadinha para um site corporativo de uma empresa com vários funcionários, pois nem todos são piadistas como você. Da mesma maneira, não precisa ser excessivamente formal se este é o SEU negócio, que tem a SUA cara. Escreva como se estivesse contando para alguém o que você faz.

E eu sei, você acha que o que importa no seu site é o conteúdo. Você está certo. Só que uma página fixa também é conteúdo, e muita gente, mas muita gente MESMO, entra ali para saber quem é você e o que você andou fazendo da vida, para saber o quanto você é gabaritado pra fazer aquilo. Acredite.

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Minha sugestão pra você, se você não tiver capital (ainda) para contratar um redator profissional para escrever o seu “sobre”, um que saiba contar uma boa história e que entenda de narrativas para fazer um texto interessante, é entrar nos sites “que você gostaria de ser”. Aquele site daquele escritório super conhecido com o perfil mais ou menos parecido com o seu (pelo menos uns três, tá?), aquele portal de notícias que é seu aspiracional, aquele site daquele cara que está começando a fazer um sucessinho. Ache o “sobre” ou o “quem somos” deles. Se eles não tiverem, pode acreditar que já tiveram um dia.

E escreva. Mas, olha: entregue toda a informação necessária MAS seja sucinto e objetivo. Ninguém vai ler um “sobre” de uma lauda inteira (entendeu por que eu falei lá em cima em contratar um redator?). Você pode E DEVE linkar para seu lattes, seu Linkedin, para uma apresentação no slideshare ou um vídeo bacana (mas por questões de indexação em mecanismos de busca, recomendo não abrir mão do bom e velho texto).

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A internet é sobre pessoas. Pessoas visitam. Pessoas fazem sites. Pessoas fazem negócios. Pessoas têm história. Pense nisso quando escrever sua biografia.

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Por outro lado, pense também que seu site é um negócio (ou tem potencial para ser). Sem mentir, porque é desonesto e porque mentira (especialmente na internet) tem pernas curtíssimas, venda seu peixe. Diga o que você realizou de importante, fale de como você é realmente apaixonado por seu negócio, conte sobre sua empresa, torne seu serviço atraente. O uso de imagens, linhas do tempo e até vídeos de apresentação incorporados é permitido. Links para mídias sociais também.

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Sua página “sobre” precisa ser acessível. Coloque no menu superior, no menu lateral ou na barra de rodapé – mas coloque.

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Sua equipe pode e deve entrar no “Sobre”, depois dos seus dois parágrafos sobre a empresa, com uma mini (mini mesmo) biografia de cada um. Todos os colaboradores, apenas se você tiver um bom designer de interface para dar uma solução melhor do que uma barra de rolagem enorme, onde ninguém vai até o final. Pelo menos os donos, os sócios, os responsáveis por aquilo ali, ele tem que saber.

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Seu site já tem uma seção “Sobre”, ok. Há quanto tempo você não revisa essa página? Há quanto tempo você não atualiza aquele texto, não alinha as missões da empresa, não atualiza seu currículo?

Reveja seu “Sobre”. Compare outras páginas “Sobre” com a sua. Conte a sua história na sua página “Sobre”.

E se precisar de consultoria ou de uma mãozinha na redação, me chame. Sou especialista em comunicação, acho que posso te ajudar. 🙂

(e se você não tem um site ainda, FAÇA UM. Agora. No WordPress. Não use apenas Facebook. Não, por favor, não. Faça um site onde você possa fazer backups, compartilhar o mesmo conteúdo em diversas redes e usar como cartão de visitas. Faça. Apenas. Faça.)