Como entregar conteúdo para sua audiência sem prejudicar seu trabalho. A dica 4 é maravilhosa!

Opa.

Estamos de volta nesta série sobre produção de conteúdo, com este maravilhoso título cata-clique de site sensacionalista.

Lembra que comecei falando do básico do básico – a definição de público-alvo? Eu tinha planejado uma sequência – começar dando noções de marketing, falando de marketing de conteúdo, inbound marketing, planejamento, objetivos de marketing, curadoria – e QUER SABER?

Desisti. Vamos logo ao que interessa: se você não encontra tempo para atualizar seu site e redes sociais porque você é uma pessoa super atarefada, vamos resolver isso AGORA:

1) Separe um tempo só para isso

Você tem duas horas na segunda-feira de manhã? Na sexta à tarde? No domingo à noite? Cara, são só duas horinhas. Tire duas horas por semana pra isso. Amiga, isso é seu marketing. São suas vendas que estão em jogo. É sua reputação, é sua construção de autoridade. Duas horas de uma só vez não vão acabar com sua semana. Você vai produzir conteúdo para a semana INTEIRA. Isso não vai prejudicar o andamento do seu trabalho – pelo contrário, isso faz parte do seu trabalho.

Inclusive quando você tiver um pouco mais de prática, pode blocar 5h da sua agenda pra produzir um mês inteiro.

Claro que isso não vale para conteúdo urgente. Para notícias quentes. Para novidades. Para conteúdo que apareceu do nada. Mas aí é algo extra, você compartilha direto no Facebook, Twitter, LinkedIn ou stories em 5 minutos, e deixa pra fazer a análise no seu momento de produção semanal ou mensal.

O que importa é: tire um tempo APENAS para isso. Já expliquei aqui que produzir conteúdo é MUITO importante. Reserve este tempo. Vai ser melhor para seu negócio do que mais uma reunião.

(se você paga alguém pra fazer isso por você, não vai pensando que “opa, meu social media só leva duas horas pra produzir conteúdo, vou pagar menos ou exigir mais”, não. Lembre-se que seu social media precisa aprovar este conteúdo contigo. Precisa refazer. Precisa atender a demandas específicas suas. Precisa arrumar o vídeo ou as imagens que você quer. Precisa pesquisar sobre um assunto em que você é que é o especialista. VAMO COM CALMA AÍ)

2) O que vem primeiro? O texto ou as imagens?

O texto. FALO COM TRANQUILIDADE.

Primeiro que cada peça de conteúdo precisa ter um objetivo atrelado. Pode ser vender algo, agendar reuniões, reforçar o branding, atrair visitantes, informar sua audiência, entreter sua audiência… (tá vendo por que eu deveria falar de marketing antes? Ha ha). Então fica muito mais fácil você partir da legenda, do roteiro e do textão, escrever tudo de uma só vez, e só aí procurar as imagens adequadas.

O contrário – ver uma imagem bacana e pensar numa legenda interessante – costuma ser mais demorado.

Ok. Você é designer. Você trabalha com fotografia. Seu negócio é imagem e você quer postar um trabalho recente. Faça isso. Mas te garanto que pensar antes na legenda e a partir daí escolher uma imagem adequada facilita demaaaaissss seu processo. Acredite.

3) Tenha um banco de hashtags

Posts diferentes terão tags (no site, no YouTube) e hashtags (nas redes sociais) diferentes. Mas há aquelas hashtags fixas que têm a ver com o seu negócio. Já deixe todas separadas. É só copiar, colar, e acrescentar as específicas daquele post.

Lembre-se, no entanto, de sempre rever suas hashtags. Você sabia que o Instagram tem hashtags banidas? São hashtags que até funcionavam, mas alguém fez caquinha e postou o que não devia com elas. Então o Instagram diminui o alcance do post com aquela hashtag. É chato ficar rastreando periodicamente, pesquisando sempre, mas é necessário.

4) Reaproveite

Você é melhor escrevendo textões, gravando vídeos ou fazendo posts curtinhos?

Sou do textão!

Se você consegue escrever um texto enorme de uma só vez, escreva e publique no seu blog.

A partir daí, picote este conteúdo em partes! Este conteúdo pode render diversas citações que você pode publicar ao longo da semana nas suas redes sociais.

Ou pode ser publicado em parágrafos, também nas redes.

Ou pode virar vários posts no blog de uma vez só (com a vantagem de permitir links de um para o outro).

E ainda pode virar roteiro para um vídeo – acabando, assim, com o problema de não saber o que falar no vídeo.

Eu faço vídeo, vagabundo é a…

Então faça o vídeo.

O vídeo também rende diversas citações.

Os stills do vídeo podem virar imagens para outras redes.

Trechos do vídeo podem ser compartilhados.

Aliás, você pode postar seu vídeo no seu blog. Pode transcrevê-lo e postar em modo texto ou enviar por e-mail para seus assinantes.

Quer dizer: uma única peça de conteúdo pode ser desmembrada em várias.

Prefiro escrever pouco, mas ir direto ao assunto

Outra maneira ridícula de aproveitar conteúdo é postar no Twitter, tirar um print e centralizar numa story (desculpa, só consigo chamar ‘story’ no feminino) com um fundo qualquer (use o Canva pra isso).

Com a story salva, você reaproveita a imagem num post quadrado para os feeds do Instagram e Facebook.

Pronto.

“Não ter tempo” não é mais desculpa pra não criar conteúdo.

“E para publicar isso tudo? Tenho que publicar diariamente?”

Buffer. É gratuito até três redes sociais diferentes ou três páginas na mesma rede social. Planoly. Só pra Instagram (aí você deixa o Buffer pro LinkedIn e Twitter, já que o Facebook tem o recurso nativo de programar posts em páginas).

Ainda tem outras questões, como “preciso achar assunto, e que ainda por cima seja relevante”, “Mas tenho que postar todo dia?”, “Tá, já sei produzir conteúdo mas não tenho estratégia”. Calma. Vamos resolver isso.

Qual é a SUA questão?

Me conta. Quero te ajudar.

***

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Quer tentar falar com todo mundo ao mesmo tempo? BOA SORTE.

Enquanto escrevo este post, estou aqui tomando uns goles de kombuchá, que é uma bebida probiótica – ou seja, que contém bactérias “amigas”, que ajudam a sintetizar vitaminas, proteger o organismo, equilibrar a flora intestinal, entre vários outros benefícios.

Kombuchá geralmente vem em garrafas de vidro, demora dias para fermentar – e, justamente por isso, ainda que você ache em qualquer loja de conveniência, mesmo a garrafinha mais barata não custa menos de R$ 12 – porque é um processo demorado. Agora imagina os artesanais, sem o esquema de distribuição da líder do mercado. Agora imagina os artesanais que investem em projeto de branding, marketing… porque tem artesanal que você cola um adesivo na garrafa e pronto, mas tem artesanal que é lindo de morrer.

Então imagine que você quer vender kombuchá artesanal.

Se você não tem como distribuir pra fora do seu bairro nas condições que o produto exige (não pode sacolejar, deve ser sempre gelado), nem adianta tentar falar com todo mundo. Também não adianta tentar falar com quem não tem entre 12 e 22 pila pra dar numa garrafa de 300ml de uma bebida não alcoólica que ninguém conhece. Também não adianta muito tentar vender pra quem não liga para coisas saudáveis. Porque, convenhamos, refrigerante vem bem mais e é bem mais barato.

Então você nem deve falar pra todo mundo. É perda de tempo, de dinheiro e de esforços. Pode posicionar o produto para um público de alto poder aquisitivo SIM, pode botar uns carinhas com cara de hipster no Instagram, pode vender em estúdio de pilates que cobra 300 pila a mensalidade. Refine BEM esse público aí, porque esse teu produto não é pra qualquer um.

No meio do processo, é claro que vai ter gente do mundo inteiro desejando seu produto. Deixa. Vai ter gente de todo o mundo querendo fazer caravana para a sua cidade pra tomar seu kombuchá, vai ter proletário deixando de tomar refrigerante por uma semana pra experimentar seu kombuchá.

Pois bem, eu tomava meu kombuchá enquanto lembrava de quando eu trabalhava na comunicação de um órgão público de fomento de audiovisual, lá pelos idos de 2010. Lá, presidi duas bancas de avaliações de projetos, tive acesso a projetos maravilhosos e outros nem tanto, e um deles me chamou tanto a atenção que até hoje me lembro como referência do que não fazer na hora de definir seu público-alvo.

Era um filme costurado por canções de uma certa banda de rock brasileiro dos anos 80. O filme intercalaria cenas dos protagonistas na juventude, nos anos 80, e na idade atual. Era um drama, se bem me lembro. Para “pessoas de todas as idades, classes A, B, C e D”.

O cara já começou o projeto errado.

O filme CLARAMENTE não era para todas as idades, ainda que fosse de classificação livre, e muito menos para as classes A, B, C e D – é só ver quem tem dinheiro para ir ao cinema hoje em dia.
Enfim, o produtor já começou o projeto errado e, obviamente, não me convenceu de que seria capaz de fazer um longa-metragem, se não sabe nem definir o público-alvo do seu projeto.

E por que eu estou contando isso aqui?

Porque para entregar conteúdo relevante para sua audiência, você precisa refinar sua audiência.

Seu produto ou serviço tem um preço. Tem um local de abrangência. Seu produto ou serviço resolve alguns problemas de alguns grupos de pessoas, seu produto ou serviço tem uma história de como foi criado.

Mas sem saber exatamente quem é sua audiência, você não vai saber que histórias eles gostam de ouvir.

Se você já tem redes sociais do seu negócio, já pode começar fuçando gênero, idade e local de residência dos seus seguidores nas estatísticas do Instagram e do Facebook. Também pode (deve!) levantar quem são as pessoas que mais interagem com sua marca e stalkear mesmo, para tentar traçar um perfil detalhado do seu público. Você pode enviar uma pesquisa para seus clientes. Tudo isso funciona melhor do que tentar adivinhar – ou, pior: jurar de pés juntos que sabe quem é seu público, mas não conseguir se comunicar com eles.

Assim que você definir exatamente quem é seu público-alvo – incluindo dados demográficos, geográficos, socioeconômicos e comportamentais, você estará no ponto para começar a entregar conteúdo relevante para essas pessoas.
TÁ ANOTANDO TUDO ISSO E RESPONDENDO POR ESCRITO, CARAI?

Não dá mole, isso é praticamente a introdução do seu plano de marketing.

Lembre-se também de anotar:

  • Que lugares (físicos ou digitais) eles frequentam, porque você vai ter que comparecer nestes locais para que sua mensagem seja vista.
  • Quais as dores dessas pessoas? Falta de tempo? De dinheiro? De paciência? Querem mudar o mundo? Como seu produto ou serviço pode resolver a vida delas, ou pelo menos algum desses problemas? Porque, bicho, ninguém tá comprando nada de bobeira, não. Pensa bem como você vai entregar conteúdo que resolva a vida dessas pessoas.

De verdade.


A gente tem que começar pelo básico. Talvez você já saiba tudo isso que eu tenho a dizer, mas é minha obrigação te falar isso – e você, de fazer o dever de casa. Mas pode ficar tranquilo que ao longo das próximas semanas teremos dicas bem úteis pra você que já passou desta etapa. Fique esperto. Se quiser receber novidades direto na sua caixa de e-mails, assine o informativo neste link.