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Dicas de marketing: mailing qualificado

Dicas de marketing: mailing qualificado

Mais vale um mailing com 70 pessoas que realmente se importam com as informações que você envia, do que 8 mil endereços que nem se dão ao trabalho de abrir seu e-mail.

E pior: destes 8 mil, quantos são válidos? Quantos já te denunciaram como spam há muito tempo? Quantos estão ativos?

Fazer sua lista crescer é lindo.

Fazer sua lista crescer sem opt-in, adicionando qualquer um, usando táticas questionáveis e aproveitando mailing alheio é um tiro no pé. Servidores de e-mail marketing têm reputação medida pela quantidade de emails inválidos enviados, pela quantidade de bounces na entrega da mensagem (e podem cair em blacklists), assim como seu endereço ou sua conta.

Precisa conversar sobre isso? Dá um toque. Sou toda ouvidos.

Posted by admin in Blog, Marketing
Sobre aquele e-mail enviado às 22h

Sobre aquele e-mail enviado às 22h

Cara, eu queria te falar sobre aquele e-mail enviado às 20h. De uma sexta-feira.

Sobre aquela mensagem de trabalho super urgente no fim de semana.

Sabe, eu consigo VER o brilho nos olhos das pessoas quando digo que tenho minha própria empresa e, por isso, meus horários são mais ou menos flexíveis e eu posso ir ao médico quando bem entendo, ou posso trabalhar de um café em vez de ficar no home office. “Puxa, um dia eu chego lá”, “Nossa, deve ser muito legal não ter chefe!”

Desculpa ter que te dizer isso, mas cada cliente que paga pelo seu trabalho é um pouco seu chefe, sim. Se você tem três clientes, você terá três pessoas pedindo resultados. Se você não tem um cliente de contrato assinado, mas você tem um público que assina seus serviços e consome publicidade no seu site, este público é meio seu chefe, sim.

Mas quem decide os termos do seu trabalho é você – e se o cliente não concorda, ou vocês ajustam, ou o contrato de trabalho não é assinado. Porque seu cliente não paga suas horas extras e nem seu plano de saúde – e se você não trabalha de carteira assinada, você não tem licença remunerada se tiver algum problema de saúde. Se tiver tendinite por digitar demais, ou problemas de pressão por excesso de trabalho, ou entupir as artérias por comer comida congelada em meia hora pra voltar para o computador, ou sua gastrite piorar porque você não janta, o problema é todo seu – e parar de trabalhar, quando você é freela, não é uma opção. Você não sabe quanto tempo sua licença vai durar. A menos que você tenha um emprego full-time e o seu negócio seja um negócio paralelo que precisa que você trabalhe nas suas outras horas de trabalho, você não recebe hora extra.

Então você não tem que trabalhar mais do que o que você aguenta.

Se o cliente sempre manda mensagens após um certo horário, você pode e deve estabelecer outra rotina, e até mesmo adaptar seus horários – começar mais tarde, por exemplo.

Mas se você está trabalhando desde as 8h da manhã, você pode aprender a dizer “não”. Pode deixar coisas para o dia seguinte, sim. E se elas forem inadiáveis (por exemplo, você realmente ficou de mandar aquele arquivo hoje, e já está atrasado) aprenda a dizer “não” para outros projetos, pra não deixar as coisas para última hora.

Mensagem de trabalho que chega depois das 20h

 

Nada é tão urgente que mereça que você sacrifique sua saúde – ou sua família.

Aqui no escritório, eu produzo melhor em horário comercial. Marido sai para o trabalho e eu também “saio para o trabalho”, que normalmente começa às 8h30 da manhã. Supondo que eu tire uma hora de almoço (e quem controla minhas horas sou EU, e quem sabe a que horas vou compensar essas horas sou EU, porque já sou adulta e se você não deposita FGTS nem me dá ticket refeição você não tem nada que controlar minhas horas de trabalho – apenas espere que eu te entregue até mais do que você pediu, dentro do prazo acordado), faça as contas sobre que horas é decente parar de trabalhar.

Pois é.

E quando eu preciso trocar os turnos (fui ao médico, passei duas horas na espera, fui visitar minha madrinha em outra cidade ou quis fazer feira mesmo), eu vou te mandar e-mails à noite, sábado, domingo ou quando for. Mas eu sei que você tem uma família também. Cliente também trabalha o dia inteiro e precisa descansar.

Você pode até mandar mensagens à noite em plena sexta-feira, porque você tirou o dia para outras coisas e só conseguiu trabalhar à noite. Mas não espere resposta urgente. Não espere resposta urgente.

Pega leve.

Se você não é CLT, as regras do SEU trabalho quem faz é você.

 

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Seu cliente / visitante sabe quem você é? Sua página “Sobre”

Seu cliente / visitante sabe quem você é? Sua página “Sobre”

Lounge42te ajuda

Você tem uma página “Sobre” ou “Quem somos” no seu site?

Esta é, talvez, uma das páginas mais importantes do seu site. O visitante precisa saber do que se trata a empresa e quem são as PESSOAS, assim mesmo, em caps lock, por trás dela. E ainda que seja um site pessoal, o visitante deve saber quem é você. A história daquele negócio, a história de quem faz aquele negócio acontecer.

Isso se chama transparência. Isso se chama sinceridade. Isso gera confiança, pois o visitante sabe com quem está falando, e identificação, pois é uma chance de conhecer você, sua empresa, sua história.

Bem, por falar em sinceridade, não finja ser o que você não é. Evite uma página “sobre” engraçadinha para um site corporativo de uma empresa com vários funcionários, pois nem todos são piadistas como você. Da mesma maneira, não precisa ser excessivamente formal se este é o SEU negócio, que tem a SUA cara. Escreva como se estivesse contando para alguém o que você faz.

E eu sei, você acha que o que importa no seu site é o conteúdo. Você está certo. Só que uma página fixa também é conteúdo, e muita gente, mas muita gente MESMO, entra ali para saber quem é você e o que você andou fazendo da vida, para saber o quanto você é gabaritado pra fazer aquilo. Acredite.

* * *

Minha sugestão pra você, se você não tiver capital (ainda) para contratar um redator profissional para escrever o seu “sobre”, um que saiba contar uma boa história e que entenda de narrativas para fazer um texto interessante, é entrar nos sites “que você gostaria de ser”. Aquele site daquele escritório super conhecido com o perfil mais ou menos parecido com o seu (pelo menos uns três, tá?), aquele portal de notícias que é seu aspiracional, aquele site daquele cara que está começando a fazer um sucessinho. Ache o “sobre” ou o “quem somos” deles. Se eles não tiverem, pode acreditar que já tiveram um dia.

E escreva. Mas, olha: entregue toda a informação necessária MAS seja sucinto e objetivo. Ninguém vai ler um “sobre” de uma lauda inteira (entendeu por que eu falei lá em cima em contratar um redator?). Você pode E DEVE linkar para seu lattes, seu Linkedin, para uma apresentação no slideshare ou um vídeo bacana (mas por questões de indexação em mecanismos de busca, recomendo não abrir mão do bom e velho texto).

* * *

A internet é sobre pessoas. Pessoas visitam. Pessoas fazem sites. Pessoas fazem negócios. Pessoas têm história. Pense nisso quando escrever sua biografia.

* * *

Por outro lado, pense também que seu site é um negócio (ou tem potencial para ser). Sem mentir, porque é desonesto e porque mentira (especialmente na internet) tem pernas curtíssimas, venda seu peixe. Diga o que você realizou de importante, fale de como você é realmente apaixonado por seu negócio, conte sobre sua empresa, torne seu serviço atraente. O uso de imagens, linhas do tempo e até vídeos de apresentação incorporados é permitido. Links para mídias sociais também.

* * *

Sua página “sobre” precisa ser acessível. Coloque no menu superior, no menu lateral ou na barra de rodapé – mas coloque.

* * *

Sua equipe pode e deve entrar no “Sobre”, depois dos seus dois parágrafos sobre a empresa, com uma mini (mini mesmo) biografia de cada um. Todos os colaboradores, apenas se você tiver um bom designer de interface para dar uma solução melhor do que uma barra de rolagem enorme, onde ninguém vai até o final. Pelo menos os donos, os sócios, os responsáveis por aquilo ali, ele tem que saber.

* * *

Seu site já tem uma seção “Sobre”, ok. Há quanto tempo você não revisa essa página? Há quanto tempo você não atualiza aquele texto, não alinha as missões da empresa, não atualiza seu currículo?

Reveja seu “Sobre”. Compare outras páginas “Sobre” com a sua. Conte a sua história na sua página “Sobre”.

E se precisar de consultoria ou de uma mãozinha na redação, me chame. Sou especialista em comunicação, acho que posso te ajudar. 🙂

(e se você não tem um site ainda, FAÇA UM. Agora. No WordPress. Não use apenas Facebook. Não, por favor, não. Faça um site onde você possa fazer backups, compartilhar o mesmo conteúdo em diversas redes e usar como cartão de visitas. Faça. Apenas. Faça.)

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Sobre inovação, mudanças e autenticidade – sobre David Bowie

Sobre inovação, mudanças e autenticidade – sobre David Bowie

Morreu David Bowie. E talvez os amigos de vocês sejam como os meus, que encheram suas redes sociais de homenagens a um dos maiores artistas pop do século XX – e que trouxe o século XXI ao século XX mais de uma vez. E se seus amigos não ligaram muito – nem você -, eu explico. Se ligaram, e se você também foi um dos que homenagearam o homem das estrelas que caiu na Terra, fica aqui mais um pouquinho. E me abraça. 🙂
Para além de suas canções, David Bowie foi uma inspiração nos quesitos INOVAÇÃO e AUTENTICIDADE em negócios, sim. Porque a música no século XX, gente, é um negócio. É arte, e a dele era MUITO arte, mas não dá para negar: música é negócio. Na dúvida, leia este artigo da Superinteressante, sobre como o próprio Bowie levantou US$ 80 milhões negociando músicas no mercado financeiro. Vamos combinar que arte é negócio também?
Bowie desafiou convenções de tempo, espaço e gênero, cantando sobre astronautas nos anos 1960, criando personagens, se vestindo em technicolor quando a TV acabava de ficar colorida e se reinventando a cada disco – não apenas seguindo tendências, mas FAZENDO a tendência. Ajudou a derrubar o muro de Berlim, fez literatura cyberpunk (e transformou em disco e em artes plásticas), lançou single pela internet e fez streaming de show em plena era de internet discada, e criou seu próprio provedor de internet para poder distribuir conteúdo sem restrições para seus fãs. PARA PODER DISTRIBUIR CONTEÚDO. ONLINE. SEM RESTRIÇÕES. PARA SEUS FÃS. E até dois dias antes de morrer, estava ali, lançando disco. Como se não bastasse, sabia que ia morrer e fez o que? Fez arte.
Primeiro, deixou este vídeo, praticamente um curta-metragem:
Something happened on the day he died
Spirit rose a metre then stepped aside
Somebody else took his place, and bravely cried.
 Depois transferiu sua “alma” para outro corpo – o musical “Lazarus”, onde Bowie é substituído pelo ator Michael C. Hall, é, segundo a Rolling Stone, “uma reflexão de duas horas sobre luto e esperança perdida”. E numa performance para TV de divulgação do musical, o que ele faz? Faz este texto, dando a entender que David Bowie vive, agora, em outro corpo. E quem executa é Michael C. Hall.
Na sequência, Bowie nos presenteia com esta pérola:
E parte de volta para as estrelas.
A lição que fica pra gente, além de não ter medo de inovar, é a de ser você mesmo. Sim, você pode criar personagens, mas você vai continuar sendo David Bowie. Porque assumir personas é necessário na vida. Você pode ser artista plástico, músico, escritor, chef de cozinha, e vai ter que ser homem ou mulher de negócios – porque este é o seu negócio, não é? Você pode ser ícone queer, drag queen, dançarina burlesca, e pode ser pai e mãe de família com um casamento sólido, porque uma coisa não tem nada a ver com a outra e o que você faz no palco é uma coisa e em casa é outra. Você pode ser o que você quiser e se sentir confortável com isso e fazer disso uma carreira. Você pode explorar suas multipotencialidades combinadas, e ainda fazer disso um negócio.
“Ah, mas ele era David Bowie”. Olha, por sua biografia, seus pais eram pessoas bem normais – filho de uma garçonete e de um promotor de vendas, viveu num subúrbio de Londres, mas estudou arte. E levou a sério seus estudos. E começou a fazer o que gostava antes mesmo de começar a estudar formalmente. E levou a sério, e transformou em carreira. E ele colou em quem podia ensinar algo, absorveu com disciplina e virou David Bowie.
Eu posso. Você pode.
Nos podemos ser como David Bowie: nós podemos ser nós mesmos. Nem que seja por um dia.
E bora abraçar mudanças:

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Curadoria: Sobre multipotencialidade

Curadoria: Sobre multipotencialidade

O texto que reproduzo abaixo é de autoria da Paula Abreu e está disponível em seu site. Visitem.

 

Multipotencialidade ou A Alma Renascentista – parte I

Se…

– Você já pulou de interesse em interesse ao longo da vida, se sente curioso sobre novas coisas, quer sempre aprender algo novo

– se tornou expert em uma ou mais coisas mas se entediou depois de algum tempo

– outras pessoas te vêem como alguém que nunca termina nada

– muita gente não vê a conexão entre os seus interesses (às vezes nem mesmo você vê essa conexão, só meses ou anos depois)

Parabéns, você é um multipotencial!

Na definição da wikipedia, a Multipotencialidade é um termo educacional e psicológico que se refere a um padrão encontrado entre indivíduos com um dom intelectual. Os multipotenciais geralmente têm interesses diversos em várias áreas do saber e podem ser bem sucedidos em vários negócios ou profissões.

Uma das primeiras pessoas a escrever sobre a multipotencialidade foi a autora Barbara Sher em seu livro Refuse to Choose (em uma tradução livre, “Se Recuse a Escolher”, ainda não publicado no Brasil).

A autora criou um nome para as pessoas que vivem com a multipotencialidade: scanners, e depois dela outros autores criaram termos como multipods – que eu traduzi para multipotenciais – ourenaissance souls: almas renascentistas.

Na primeira vez em que li sobre a multipotencialidade, meu coração se aqueceu: finalmente eu tinha encontrado a minha turma! Do piano à física quântica, passando pelo crochê e pela corrida, eu tinha passado a vida inteira me interessando por diferentes assuntos e ouvindo as críticas alheias (“você nunca termina nada”, “você precisa se especializar em uma coisa só”, etc.)

Uma das coisas mais difíceis para o multipotencial é a famigerada pergunta: “o que você quer ser quando crescer?”, porque o multipotencial não quer ser uma, mas sim milhares de coisas. E, depois, mudar totalmente de ideia e ir descobrir ou estudar algo novo. Sempre.

Lado bom 

Todo multipotencial adora aprender, explorar e dominar novas habilidades. São curiosos, interessados e conseguem enxergar potencial onde muita gente só vê informação inútil. Também temos um talento para juntar esses nossos vários interesses de forma criativa e fazer nascer novos trabalhos, novas empreitadas, novos empreendimentos.

(eu adoro quando um jornalista fica com cara de intrigado tentando entender se eu sou escritora, coach, estrategista digital, marketeira, lifestyle designer ou o quê…isso que ele nem imagina que eu também sou mil outras coisas, desde costureira a decoradora – formada! – passando por ilustradora e taróloga, o que deve significar no mínimo que de fome eu nunca vou morrer…).

Quando descobri que os multipotenciais eram grandes inovadores e resolvedores de problema, tive certeza de que estava finalmente na minha tribo.

A forma como os multipotenciais lidam com os interesses novos que surgem também é um ponto comum: eles ficam curiosos sobre o novo assunto e saem à caça de todo tipo de informação disponível (por exemplo, aposto que todo multipotencial lendo esse texto agora vai pesquisar o assunto a fundo…). Esse modus operandi gera uma outra vantagem dos multipotenciais: eles aprendem novas habilidades rápido.

Lado mau

Um dos aspectos da multipotencialidade que mais preocupa os multipotenciais é que, apesar de todos esses interesses, há uma tendência a ficarem entediados uma vez que já tenham conseguido dominar certo assunto.

Além disso, para um multipotencial, “terminar” é algo bastante diferente do que para o resto da sociedade. Nós temos vontade de aprender algo novo apenas até determinado ponto – dependendo do que pretendemos fazer com aquele conhecimento – e raramente temos vontade de nos tornarmos experts – pelo contrário, estamos mais interessados em pular para o próximo objeto de aprendizado.

Ou seja, somos incompreendidos, porque aos olhos da sociedade nós somos o tipo de pessoa que “não termina nada” mas, para nós, chegamos ao fim do que nos propusemos a aprender.

Você não está só

Alguns multipotenciais famosos e importantes:

  • Leonardo Di Vinci
  • Thomas Jefferson
  • Benjamin Franklin
  • René Descartes
  • Isaac Newton
  • Aristóteles
  • Oprah Winfrey
  • Steve Jobs
  • Tim Ferris

Mas mesmo com todos esses representantes ilustres dos multipotenciais,por que a sociedade não aceita bem a multipotencialidade?

Com a Revolução Industrial, uma nova forma de trabalho foi criada. Com ela, surgiu a necessidade de que as pessoas se especializassem cada vez mais em uma função cada vez mais específica – lembrem da clássica cena do Chaplin apertando parafusos incessantemente no filme Tempos Modernos.

Tempos atuais e as vantagens de ser um multipotencial

Para nossa felicidade, não estamos mais nos “tempos modernos” do Chaplin e da Revolução Industrial. Pelo contrário, agora estamos nos tempos da Internet, da informação farta, disponível com facilidade e ao alcance de qualquer pessoa.

Se você quer, por exemplo, ter um blog “de sucesso”, não vai adiantar você ser só um grande escritor. Você precisa entender um pouco de design, de programação, precisa saber mexer em ferramentas como o wordpress, saber o que é o google analytics, entender o que é SEO e ter uma boa noção de marketing digital, dentre muitas outras coisas.

O grande desafio do multipotencial e caminhos alternativos

Para poder trabalhar nas suas paixões, o multipotencial precisa construir uma vida que integre esses diferentes talentos e interesses.

O lifestyle design – desenhar a sua vida em torno do seu trabalho e não o contrário – e o empreendedorismo são áreas em que o multipotencial costuma se dar bem, conseguindo se libertar de um sistema que não reconhece os seus dons e dá preferência ao expert.

Acredite quando eu digo, a expertise é supervalorizada: você provavelmente sabe o suficiente sobre seus interesses para começar imediatamente a ganhar dinheiro com eles.

Então, mãos à obra!

 

— Paula Abreu

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A arte de comunicar

 Se você me conhece, sabe que nos fins de semana sou cantora (de jazz, dixieland e afins) e desenvolvo um trabalho com dança e fitness usando bambolês. Durante a semana, a performer dá lugar à consultora de comunicação e conteúdo. Mas a performer dá mesmo lugar à consultora de comunicação? Ou apenas tira o glitter do rosto e usa umas roupas mais discretas?

Comunicar bem é uma arte (especialmente quando a arte é um ofício, pois requer, sim, estudo, treino e dedicação full-time). Para comunicar, espalhar e amplificar mensagens e ideias, tem que dominar técnicas e instrumentos bastante específicos; tem que saber amplificar direito, para não dar ruído nem microfonia; tem que ganhar a audiência nos primeiros cinco minutos, tem que fazer o espetáculo completo, mas também tem que deixar um gosto de “quero saber mais”; tem que inovar, apresentar novidades, conhecer e experimentar novas tecnologias, mas tem que usar o tradicional e já testado se for mais adequado; tem que engajar a audiência, tem que interagir; tem que pensar no visual e em como a mensagem vai ser embalada; tem que ser humano.

Tem que conhecer bem seu público; tem que ter empatia; tem que comunicar com sinceridade, amar o que faz e acreditar na mensagem que você passa; tem que ter segurança sobre a mensagem que você passa, e saber se você quer levar ao maior número possível de pessoas ou se prefere uma audiência mais qualificada; tem que ajustar o tom pra não desafinar.

Pensando bem, a performer só trocou o palco por documentos no google drive, reuniões no skype e apresentações em powerpoint, mas a ideia é basicamente a mesma. E na hora de fazer uma apresentação, dar uma aula ou palestra, é praticamente a mesma coisa, mas com uma maquiagem bem mais discreta. Ou não, já que as aulas de canto ajudam muito a colocar a voz e a respirar melhor, e o bambolê… o bambolê é sempre um prop interessante numa palestra… ou você já viu palestrante rodando bambolê? 😉

 

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É investimento

É investimento

“What is good for the environment, often also makes good business sense”.

Não sou eu que tô dizendo. É Thomas Lindhqvist, professor associado na Universidade de Lund, na Suécia. Quer dizer: você pode achar que mudar seus processos de produção e consumo de energia sai caro agora (afinal, tem que investir em reciclagem, reaproveitamento, instalar painéis solares, etc etc etc). Mas a médio e longo prazo, representa economia. É INVESTIMENTO. Pra você e pro meio ambiente.

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Como você cuida da sua saúde no trabalho?

Como você cuida da sua saúde no trabalho?

Sou workaholic. Sou produtiva. Penso rápido. Disperso com tanta facilidade que adotei uma série de ferramentas para me tornar uma pessoa 100% focada no trabalho, e aconteceu que virei um daqueles tratores de tarefas.

Um daqueles tratores de tarefas capazes de passar dois anos sem marcar uma consulta médica, que só percebem que tem algo errado quando vão para o hospital.

No meu último emprego, além do hiperfoco e da mania de não deixar nada pendente para o dia seguinte (afinal, era muita demanda, né? A gente sai fazendo…), tinha o agravante da outra cidade – ou seja: só o tempo que eu levava indo e voltando pra minha casa era o suficiente para não conseguir fazer mais nada da vida. Pra marcar um médico no meio da tarde era toda uma negociação de horários, porque eu era responsável por muitas coisas. O ideal era ser no final do expediente, mas o último horário era às 17h. E eu me atrasava porque fechava o que tinha que fazer. Que pira.

Aí saí de lá e me prometi, do fundo do coração, que não entraria nessa pira de novo. Que não negligenciaria minha saúde. Continuo um tratorzinho. Produtiva, criativa, hiperfocada. Mas na minha saúde, ninguém põe a mão.

Já contei pra vocês: emprego em Niterói oferece salário de estagiário, então tirei um CNPJ, montei um site oferecendo meus serviços e, junto com “explicar o que é consultoria em comunicação”, preciso explicar também que não, gente, freelancer não tem essa liberdade toda de fazer seus próprios horáriosDepende dos horários de reunião que o cliente pode. Depende dos horários de banco. Depende dos horários de todo mundo. Depende até do horário que seu marido sai pra trabalhar, porque o despertador é um só, e se você sair pra ir pra praia de manhã, ele NÃO vai entender que você só foi à praia de manhã porque vai abrir mão do horário de almoço – porque, dependendo do cliente, você precisa prestar contas de horário,sim -, e vai jogar na sua cara o resto da vida que ele trabalha e você vai à praia. 

E isso porque ir à praia, geralmente, significa uma venda de bambolê e uma nova aluna. Ou seja: é trabalho.

É, realmente, uma coisa linda, a vida de freelancer.

Mas, agora, o escritório é meu. E eu trato a minha funcionária – que sou eu – como eu gostaria de ser tratada: podendo marcar médico a qualquer hora do dia. Podendo meditar a qualquer hora do dia. Porque sem saúde ou qualidade de vida não tem trabalho de qualidade pro cliente.

Se eu não sei exatamente o dia que vou receber, minha saúde é prioridade, e isso inclui ir ao dentista, ginecologista, angiologista e endocrinologista quando eu bem entender (ou melhor, quando eles tiverem horário).

Se eu não vou receber rescisão quando meus serviços não forem mais necessários, eu vou tirar almoço de duas horas SIM (depois eu compenso).

Até porque se eu não recebo ticket refeição, eu vou cozinhar a minha comida. E vai ser uma comida saudável e fresca, então vou ter que tirar duas horas mesmo, para ir ao mercado, para cozinhar. Não, não vou me alimentar de miojo. Não todo dia. 😉

Se eu não recebo hora extra, vou começar a trabalhar às 9h, sim. E isso inclui acordar às 7h30, porque eu preciso de uma boa noite de sono. E se eu tiver que acordar antes, que seja pra cuidar da minha saúde.

Porque sem ela, não tem conteúdo de qualidade, consultoria de projetos e nem planejamento de comunicação pra cliente nenhum.

E como eu faço questão de manter a qualidade do meu trabalho e entregar o melhor para meus clientes, posso abrir mão de um monte de coisas, mas não de manter corpo e mente saudáveis.

(e ainda tem a bicicleta, que me leva pra qualquer lugar até o Centro do Rio)

Se você trabalha por conta própria, inclua sua saúde nos seus não-negociáveis.

Se você emprega pessoas, entenda que um funcionário ausente durante uma tarde por semana é muito menos prejudicial ao seu negócio do que um funcionário de licença por estresse.

E se você trabalha empregado por alguém, tire uns minutinhos para alongar. Negocie um tempinho com seu chefe pra cuidar da sua saúde. E se seu chefe for inflexível, esse emprego não é pra você.

Afinal, quais são os seus não-negociáveis na vida? Do que você não abre mão de jeito nenhum?

E como está sua saúde?

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Freelancer não tem que ser precariado

Freelancer não tem que ser precariado

As altas cargas tributárias, no Brasil, podem fazer com que os custos de contratação de um funcionário full-time sejam equivalentes ao salário oferecido ao profissional – o que custa, ao empregador, pelo menos duas vezes mais do que ele investiria se contratasse um freelancer.

Muitas empresas, hoje, contratam profissionais com CNPJ, por projeto, de acordo com a demanda e com o perfil do profissional. É uma relação boa pra quem contrata, e que pode ser boa para quem é contratado, se você souber gerenciar essa relação direito. Hoje, você, profissional contratado, tem a vantagem (que não tinha há dez anos) de não precisar de contador e não precisar abrir formalmente uma empresa: você pode ser MEI (Micro Empreendedor Individual). E, embora as categorias disponíveis pareçam operacionais demais, é possível, sim, ser MEI em trabalhos criativos ou de consultoria. Lembre-se que você pode adicionar até 15 categorias secundárias, e nelas pode estar o que você faz. Não, o SEBRAE não te informa direito que “promoção de vendas” não é apenas panfletagem, mas inclui também a criação da campanha (que você, publicitário, faz), e que a categoria “promoção de eventos” inclui toda a parte de PRODUÇÃO.  

(Isso é especialmente útil para você, jornalista que rodou no último passaralho da redação. Porque você pode ser editor de livros, revistas e de listas de dados não especificadas anteriormente; mas se olhar bem, pode até ser instrutor de cursos)

A vida de freelancer possibilita certas liberdades, como trabalhar de um café e fazer seus próprios horários. Sim. Mas se você não gerenciar BEM sua rotina e não souber cobrar suas horas de trabalho como você merece, periga ser tão ou mais escravo do que era no escritório. Porque no escritório, você batia ponto de 9h às 18h. Você não recebe férias nem 13º. Você não tem plano de saúde. Receber hora extra? Pffff. Previdência? É por SUA conta.

Amigo freela: você pertence ao que a jornalista, professora e secretária do Ministério da Cultura Ivana Bentes chama de PRECARIADO COGNITIVO.

E, amigo, se você for depender de achar um emprego formal que pague o aluguel do seu apartamento em Copacabana, você está simplesmente ferrado.

A relação de trabalho freelancer é FRÁGIL, e vai sempre pesar para o elo mais fraco da corrente: você, que precisa do trabalho.

Você precisa:

  1. Aprender a cobrar pelas suas horas.
  2. Proteger seus direitos e deixar muito claro quais são seus deveres com um contrato.

e a parte que parece mais complicada, mas não é:

3. Vender o seu trabalho de forma a gerar uma percepção de valor. Porque isso que você faz, todo mundo faz. Se você vier muito cheio de condições, seu contratante vai chamar aquele outro freela que cobra metade do que você cobra – porque quer ganhar experiência, porque precisa MUITO da grana e não sabe que também tem direitos (quando você encontrar esse cara, dê um pescotapa nele por mim, porque é ele que, aceitando condições precárias de trabalho, estabelece um padrão abaixo do decente pra você), ou simplesmente porque faz muito mais rápido e em menos horas do que você, e por isso mesmo cobra baratésimo por algo que você quebra a cabeça pra desenvolver.

O que não dá é pra continuar desvalorizando seu trabalho. Que são horas da sua vida.

Você já economiza uma grana de taxas. Você já não recebe um monte de direitos e benefícios. Se pra pagar suas contas e tirar um mês de férias você precisa trabalhar seu dia inteiro e virar noite e trabalhar seu fim de semana, pelo menos um plano de saúde esse seu contratante deveria dar.

Bora profissionalizar essa relação profissional aí. E bora ajudar a empoderar o coleguinha. 

Sabe esses três passos acima (aprender a cobrar pelas suas horas, proteger seus direitos e gerar uma percepção de valor para seu trabalho)? Clique aqui e assine a lista para receber algumas dicas no conforto da sua caixa de e-mails. Não esqueça de adicionar o endereço lounge42.com@gmail.com na sua lista de contatos.

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