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A indústria do audiovisual está indo pelo MESMO caminho, o que é um erro.

“The music industry is screwing themselves over with the sheer impossibility of what they are trying to do. By filing complaints against sites that host or link to copyrighted material, instead of adapting their copyright policies or collaborating with the communities on there, they are entering a never-ending fight that will only seek to damage their reputation and continually force them to give users what they want. “

Daqui: http://www.simplyzesty.com/social-media/how-the-music-industry-managed-to-screw-itself-so-spectacularly/ – via Estrombo .

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Por que a compreensão da cultura é importante nas organizações

Por Lia Amancio

Em ‘Chief Culture Officer: como a cultura pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma organização’, o pesquisador Grant McCracken propõe a tese de que o mundo empresarial está mudando e é cada vez mais necessário o domínio de cultura nas organizações.

A definição de cultura é bastante abrangente e controversa. Autores clássicos como ADORNO & HORKHEIMER definem indústria cultural como “indústria do divertimento”, o que restringe a cultura às artes e entretenimento. Atualmente, a definição da Escola de Frankfurt já está defasada (embora ainda seja uma grande referência na bibliografia da área) e a cultura já é tratada como um sistema muito mais amplo. Para GEERTZ (1978), o conceito de cultura é semiótico. GEERTZ cita Max Weber, para quem “o homem é um animal amarrado a teias de significado que ele mesmo teceu” e assume cultura como sendo “essas teias e sua análise”. BARBOSA afirma que “as medidas da cultura indicam graus e qualidades de sociabilidade, dos vínculos que pessoas e grupos estabelecem entre si e com seu contexto de vida”, o que se aproxima da definição de cultura do livro de McCracken: “ideias, atividades, emoções, hábitos, preferências, manifestações, discursos e atitudes que compõem e afetam a vida das pessoas”.

A cultura, aqui, é apontada como “elemento crucial na criação de produtos, conteúdos e relacionamentos”. O que McCracken sugere é que, da mesma maneira que empresas têm CEOs, CMOs e CIOs, empresas devem ter CCOs, ou Chief Culture Officers, e que algumas empresas já têm este profissional em seus quadros, ainda que informalmente – diferente do analista de tendências, que projeta cenários futuros independentemente de sua área de expertise, ou dos ‘cool hunters’, observadores de atualidades, o CCO deve entender cultura de uma maneira mais ampla (o que McCracken chama de ‘cultura lenta’) e estar alinhado ao ambiente dinâmico das manifestações e mudanças culturais mas, ao mesmo tempo, sempre evitando a moda, a “ideia do momento”, sob a pena da falta de consistência, do “vaivém administrativo”, de jogar dinheiro fora com modismos. Seu trabalho é observar o que acontece no momento, no mundo, em seu mercado, “separar o joio do trigo e escolher o que a empresa deve ou não usar” e traduzir para a corporação.

No livro, McCracken menciona diversos exemplos de como a observação e a tradução correta da cultura ajudou a moldar produtos e campanhas de sucesso ou, no contrário, como empresas que ignoram importantes mudanças culturais perdem o timing para importantes inovações.

Partindo desta premissa, podemos ir além da proposição de McCracken e afirmar que o conhecimento em cultura pode influenciar produtos, modelos de negócios ou até mesmo ambientes de trabalho – afinal, os funcionários de uma corporação também são influenciados pelo ambiente cultural, assim como a maneira como uma sociedade lida com mudanças econômicas ou tecnológicas pode influenciar significativamente alguns modelos de negócios.

E é aí que entra a comunicação: como seria este fluxo de informação para a empresa? Quem são os parceiros do CCO? McCracken sugere que este parceiro, dentro de uma agência de publicidade, seja o planejador – mas isso seria no universo da publicidade. Considerando a cultura como influenciador de produto, modelo de negócios ou ambiente de trabalho, a demanda do CCO e o fluxo da informação sobre cultura na empresa certamente será diferente.

 

 

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Comunicação x Marketing

A comunicação COMUNICA sobre um produto, serviço ou empresa. Um plano de comunicação tem como objetivo atingir os públicos de interesse, fazer com que a mensagem chegue a todos eles de forma adequada. Promoção é outra coisa. Campanha publicitária é marketing, é promoção de um produto ou serviço, e faz parte da grande ‘mãe’ que é a comunicação. Mas é bom entendermos que, tecnicamente, comunicação e marketing não são a mesma coisa.

Uma coisa é certa: campanha de marketing não faz milagre. Marketing envolve não apenas a promoção, mas a distribuição do seu produto, o preço e o próprio produto, que deve ser bom o suficiente para se vender por si (afinal, uma campanha incrível para um produto que não haverá segunda compra é dinheiro jogado fora). Um plano de marketing completo considera essas variáveis. Um plano de comunicação considera outras variáveis. Um plano de comunicação considera comunicar algo.

Imagine que você é uma distribuidora e precisa lançar um filme. Um plano de comunicação envolve a comunicação SOBRE o filme, envolve peças de comunicação, envolve até um pouco de marketing, sim. Já um plano de marketing envolve o seu próprio filme, o que torna um erro você procurar uma empresa de consultoria com seu filme debaixo do braço: o produto comunica, certo? O produto é parte da estratégia de marketing. Você vai chamar seu especialista em marketing com o produto pronto, finalizado? Eu não faria isso. Eu envolveria o especialista em marketing em todas as etapas do projeto desde o roteiro, preparação do projeto (afinal, você precisará vender sua ideia para levantar verba, certo?), criará estratégias de comunicação de marketing durante o processo de filmagem (os famosos teasers), gerará buzz durante a etapa de pré-produção. Gerar interesse em um produto é algo que pode tomar um tempo, especialmente um produto de nicho – achar o nicho certo e trabalhar esse público pode demandar um certo tempo, sim.

É possível, sim, a criação de uma estratégia de marketing para o produto pronto – mas, acredite, se o produto for ruim do ponto de vista do marketing, nada o salvará, nem um plano excelente. Envolver seu especialista em todas as etapas da criação pode poupar sua empresa de grandes dores de cabeça futuras.

Já tentou? Conte sua experiência pra gente, nos comentários.

 

Lounge42

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10 tendências de consumo para 2012

O relatório de tendências para 2012 da JWT pode até parecer caro para consumidores pessoa física, mas eles são legais e dão uma palhinha do relatório aqui, neste lindo resumo em vídeo das 10 tendências de consumo para 2012, em 2 minutos:

Ver vídeo:

Interessante. Pense nisso quando abrir seu negócio. Nós, aqui, já anotamos tudo. E você?

 

Lounge42

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Todo trabalho deveria ser prazeroso, sabe por que?

Todo trabalho deveria ser prazeroso, sabe por que?

Estava lendo essa matéria sobre gestão na Businessweek, cuja premissa é “quem disse que trabalho não deve ser prazeroso” ou “se fosse bom, não se chamava trabalho”?

Trabalho tem que ser prazeroso, sim – sabe por que, CEO? Porque você não quer um funcionário que faça um trabalho meia-bomba. Que vá desmotivado para a labuta diária. Você entrevistou o cara, viu seu currículo e o contratou porque ele era bom. Você realmente prefere demiti-lo do que motivá-lo?

Sim, o reconhecimento em dinheiro é importante para o funcionário. Mas nem sempre é possível no momento, visto que a empresa tem contas a fechar. Ainda assim, cursos, treinamentos, palestras, um ambiente de trabalho acolhedor, flexibilidade de horários, momentos para seu funcionário ‘respirar’, tudo isso motiva. Chefes presentes, que transmitem conhecimento, que ficam do lado de suas equipes naqueles dias em que o trabalho vai até a madrugada, isso motiva. Embora não precisar ficar até de madrugada motive ainda mais. Trabalho precisa ser prazeroso, sim. Afinal, é na empresa que passamos a maior parte dos nossos dias.

Seu funcionário é a cara da empresa. Ele também deve ser considerado parte de sua comunicação, e ele veste a camisa ou não. E se ele não vestir, você sempre pode demiti-lo – mas, convenhamos, motivá-lo e criar um ambiente acolhedor para reter seus talentos é mais fácil, menos custoso e melhor para todos. Aprender que lidamos com pessoas, não com máquinas de cumprir metas, é fundamental – e o que é melhor: dessa maneira, a meta será cumprida. Só que com prazer.

Lounge42

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Dica: The Business Survival ToolKit

O Reino Unido tem uns órgãos bem interessantes de incentivo aos negócios criativos, como uma agência de desenvolvimento profissional voltada para cultura e criatividade. Na verdade, o Brasil também tem: o Governo do Estado do RJ, em parceria com o Sebrae, tem um projeto excelente de incubadora de projetos criativos – o Rio Criativo -, o Sebrae tem vários cursos gratuitos de gestão empresarial e empreendedorismo e isso é lindo, porque existe uma notória falta de profissionalismo do setor, não por falta de comprometimento das empresas/proponentes, mas por falta de formação adequada de marketing, de gestão empresarial, de planejamento, de gestão de crise, e por aí vai.

Pois o Creative & Cultural Skills do Reino Unido disponibilizou para você, empresário criativo, o fantástico Business Survival ToolKit, que é praticamente um curso online de gestão empresarial para você que está começando ou que já começou faz tempo e agora pensa em receber investimentos, em ampliar sua rede de parceiros ou precisa mudar algo em seus processos de trabalho.

E o material é bom.

Link para o Business Survival ToolKit. Explore. Aprenda. Construa um business plan incrível… e ganhe o mundo.

Lounge42

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