Fevereiro já é logo ali: hora de planejar suas redes sociais!

FEVEREIRO JÁ ESTÁ AÍ e não quero ninguém chorando que perdeu a chance de produzir uns posts bacanas de carnaval – seja pra entreter os seguidores, seja pra avisar que não vai funcionar no feriado – por falta de planejamento.

Ainda que você decida suas pautas ou seus posts no melhor estilo “deixe a vida me levar, vida leva eu”, você já pode prever algumas datas importantes (além, é claro, dos seus próprios eventos).

  • 2 de fevereiro: Dia de Iemanjá, Dia da Marmota (lembra do filme “Feitiço do Tempo”?) e Dia Mundial de Tocar seu Ukulele 
  • Entre 3 e 10 de fevereiro: Volta às aulas. Qualquer que seja seu nicho, SEMPRE dá pra fazer um post de volta às aulas.
  • 3 de fevereiro: aquele triste dia em que Richie “La Bamba” Valens, Big Bopper e Buddy Holly morreram no avião (foi em 1959)
  • 4 de fevereir
  • o: Dia Mundial Contra o Câncer 
  • 9 de fevereiro: Dia do Surfe
  • 11 de fevereiro: início da Semana de Arte Moderna de 1922
  • 12 de fevereiro: Dia de Darwin
  • 15 de fevereiro: o carnaval nem começou mas já está todo mundo desidratando no bloco – aproveite para fazer umas fotos bacanas para ilustrar seus posts pré-programados de carnaval 
  • 21 de fevereiro: sexta de carnaval e meu aniversário. \o/ Meu, da Nina Simone, da Anaïs Nin e do Manifesto Comunista
  • 24 de fevereiro: dia mundial do bartender e dia nacional do RPG (o jogo, e não a reeducação postural)
  • 26 de fevereiro: quarta-feira de cinzas
  • 27 de fevereiro: dia do Poké
    mon
  • 28 de fevereiro: Dia da Fada do dente 
  • 29 de fevereiro: só acontece uma vez a cada quatro anos.

Há muitas outras datas comemorativas em fevereiro (algumas bem aleatórias, até), mas com essas aí você já consegue alimentar suas redes com certa regularidade, intercalar seus posts normais com eventos curiosos, se programar para tirar a semana para descansar ou ainda ter ideias, caso esteja sem (o que eu DU-VI-DO).

Meu fluxo pessoal de produção de conteúdo é: 

  1. Escreva a legenda
  2. Só depois encontre ou produza a imagem 

Claro: se você é fotógrafa, designer ou tem imagens muito boas que quer compartilhar, use a imagem como referência. Mas geralmente funciona bem escrever primeiro, porque escrever uns seis, sete posts de uma sentada só quando se tem os temas é muito mais fácil – depois é só correr atrás da produção das imagens. Na pior das hipóteses, um fundo com texto ou uma foto de banco de imagens resolvem.

 (se você tem um blog, eu sugeriria primeiro escrever no blog para, a partir deste post, desmembrar seus parágrafos em textos diferentes e citações para mídias sociais).

Se você não quiser trabalhar no feriadão, vale a pena deixar tudo programado com antecedência. Não ganho nada pra indicar para vocês minhas ferramentas favoritas:

  1. Buffer: até três redes sociais é gratuito. Permite agendamentos. Não agenda stories. Publica automaticamente no Instagram, mas talvez valha a pena usar o Buffer para Facebook, Linkedin e Twitter, outro app apenas para Instagram, e usar o Pinterest manualmente.
  2. Etus e MLabs: ambos são serviços pagos por preços como menos de R$ 10 mensais apenas para agendamento (em TODAS as redes sociais, incluindo stories), e cerca de R$ 25 por mês se você quiser relatórios e estatísticas de acesso. O suporte do MLabs é limitado (só vai até as 17h), o do Etus é 24h.
  3. Tailwind: publica apenas no Instagram, permite agendamentos, mas você precisa autorizar a publicação na hora, pelo celular.
  4. Planoly: permite publicação e agendamento apenas no Instagram e Stories. Oferece banco de imagens gratuitas e planejamento de gride. Facebook, somente no plano pago. Oferece app integrado de edição de stories (o Stories Edit), mas achei pesado, prefiro usar o Canva pra fazer os stories e importar para lá.

No mais, tô aqui para o que você precisar. 

Não, nem todo negócio tem que estar no Instagram. Aliás, não TEM QUE nada. Seu negócio, suas regras.

Minha dentista é maravilhosa. Patrícia é o nome dela. Atende aqui em Niterói.

Outro dia eu estava com a boca toda torta de anestesia durante um tratamento de canal, e ela me contava de uma pessoa “de marketing” que sugeriu que ela contratasse um pacote com redes sociais e o cadastro num desses diretórios online de consultórios de saúde.

– Lia, eu fiquei tão na dúvida… você acha que eu devia fazer?

– Fatrifia, fofê mefma me dif que fua agenda eftá lotada e que fofê não confegue nem firar um cofhilo. Fe não é fra afrair nofof clienshef, fra quê infeshif fhemfo e finheiro nifo?

(eu parecia o Dinofauro falando)

– É, faz sentido.

– Como of clienshef fhegam ao confulfóio?

– Por indicação. Eu nem acho legal vir gente desconhecida aqui, todo mundo é amigo ou parente de alguém que já veio.

– Enfão fofê shá fave a refpofta…!

Na semana seguinte, sem anestesia (consequentemente sem o risco de morder a língua), até comentei que se ela quisesse muito investir em marketing agora pra se prevenir de baixo movimento no futuro, pode começar apenas com um relacionamento com os clientes já existentes: pedir para a secretária incluir os contatos em uma planilha, datas de aniversário, última consulta e o tratamento que veio fazer, e criar uma rotina de felicitações por datas importantes e lembretes de revisão.

Mas perder tempo criando conteúdo para redes sociais? Ou gastar dinheiro pra investir nisso, com alguém que ela nem sabia se criaria conteúdo persuasivo o suficiente para converter? E, se converter, trazer clientes novos e aumentar ainda mais a demanda?

Nem sempre vale a pena.

Foca no que importa:

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Rede social, colega, é pra se conectar em rede e ter comportamento social.

Parece óbvio, mas cansei de ver gente dizendo que “tenho LinkedIn mas nunca arrumei trampo por lá” (ou a variação “tenho página no LinkedIn mas pouquíssima gente curte”), mas também nunca compartilhou nada relevante para sua rede de contatos, não interage com sua rede, não compartilha os próprios posts da sua própria empresa (clássico!), não dá um parabéns quando vê que o colega está num trabalho novo numa empresa maneira.

Aí fica difícil, colega.

Difícil, inclusive, pra mim, que tenho que explicar o óbvio: que “rede social é pra se conectar em rede e ter comportamento social”.

Mas seguimos na luta.

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E se não for pra se conectar em rede e ser social, nem perca seu tempo, nem pague alguém pra “fazer um post no Instagram a cada 15 dias porque a verba é pouca”.

Com o dinheiro que você pagaria um profissional pra fazer só isso, se você estiver no Rio ou em Niterói, você manda alguém da equipe no workshop que vou dar no Cria Coworking no dia 26 de outubro.

Será uma imersão de dia inteiro de Marketing e Produção de Conteúdo (com pausa para almoço), mas dá pra escolher a la carte – Fundamentos de Marketing pela manhã, intensivo em Produção de Conteúdo à tarde.

Porque depois de quase 20 anos produzindo conteúdo para os mais variados segmentos e mídias, acho que está mais do que na hora de dividir o que sei com vocês.

Mas vou continuar publicando conteúdo pra você por aqui, mesmo que você não possa vir. Porque é isso: conhecimento a gente compartilha.

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Essa semana teve um dia que fiquei até umas 2h da manhã tentando conter uma invasão de bots no meu site e minha filha de dois anos acordou querendo brincar. MAMAIN JOGA BOLA COMIGO, MAMAIN. E eu com ela num braço e usando a outra mão pra digitar pro cara do suporte do provedor, e caindo de sono, e MAMAIN JOGA BOLA COMIGO, MAMAIN.

Joguei um pouco de bola. Contive a invasão. Bebi 3 litros e meio de água no dia seguinte pra ver se minha disposição melhorava.

Tem horas que a gente simplesmente entrega pros deuses e confia que vai dar tudo certo.

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Bom, você já sabe como criar conteúdo para vários dias a partir de uma única peça de texto ou vídeo. Já sabe que pode deixar tudo programado em gerenciadores de conteúdo, como o Buffer, Planoly, Hootsuite, Tailwind ou até mesmo com recursos nativos (como o do Facebook).

Mas talvez você ainda não tenha feito o básico do básico, que é botar no papel (ou botar numa planilha, ou num documento, numa apresentação, o que quer que seja) quais são seus objetivos.

Você quer divulgar seu trabalho? Mas por que você quer divulgar seu trabalho? Porque você quer vender, certo? Você precisa se posicionar de forma diferente no mercado pra poder aumentar seus preços? Você quer público pagante para um evento ou projeto? Do que você precisa?

A partir daí, você precisa de uma estratégia. Eu já te disse que você não tem como falar com todo mundo, então vamos lá: ONDE seu público está? Como chegar nessas pessoas? Que tom e que voz usar para falar com essas pessoas? Que assuntos abordar? Em que formatos? Qual a periodicidade?
Lembre-se que redes sociais são LINDAS (mentira, tem vezes que só dá chorume rs), mas que ninguém vai esbarrar no seu conteúdo tipo “OPS ACHEI ISSO AQUI” se você não tiver uma estratégia:

  • Vale usar hashtags relevantes
  • Vale pagar pra impulsionar posts que realmente digam alguma coisa para sua audiência em potencial e deem vontade de visitar seu perfil e ser sua amiga pra sempre
  • Vale estratégia com influenciador MAS VÊ LÁ se não vai pegar influenciador nada a ver (tipo, grandes bosta ter 100 mil seguidores se quase nenhum é da sua cidade e seu produto ou serviço é apenas local)
  • Vale criar memes que falem diretamente sobre as dores do seu público-alvo
  • Vale fazer um monte de meme bosta, mas se acertar UM já valeu todo o esforço
  • Vale sair da internet e ir para a rua, para feiras, para eventos, botar a cara no sol, dar amostras do seu trabalho (até onde não tomar demais seu tempo remunerado), mas sempre com cartão de visitas e aquele material bacana pra chamar as pessoas para os seus canais
  • Vale inclusive pedir ajuda (“curtam, compartilhem, repassem”), porque pedir é uma arte.

O que não vale é sair fazendo qualquer m****.

Tenha uma estratégia de conteúdo baseada nos seus objetivos de marketing e no comportamento do seu público-alvo.

Não precisa ser nada muito complexo, não. E pode, inclusive, sofrer adaptações ao longo do tempo.

Mas precisa ser algo que você realmente use como referência na hora de produzir conteúdo.

E a gente vai falar mais sobre isso em breve. 😉

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E aí? Você está gostando desses e-mails? Posso melhorar? Como? Sobre o que você quer saber?

Sobre consistência e regularidade

Oi. Achou que eu não voltaria mais com esta série sobre produção de conteúdo, certo?

ACHOU ERRADO, AMADA!

Mas em uma coisa você está certíssima: eu não devia ter feito o que fiz contigo. Comecei com uma regularidade quase diária, sumi sem avisar, e com isso traí sua confiança. Você não sabe mais o que esperar de mim.

Bom, vamos estabelecer os parâmetros da nossa relação aqui, então? Enquanto eu tiver assunto, prometo aparecer pelo menos uma vez na semana. Duas, se eu estiver com tempo sobrando.

E este é nosso aprendizado #1 desta semana: você NÃO precisa entregar conteúdo todo dia, mas precisa, sim, ter consistência e manter uma regularidade que sua audiência consiga prever.

Claro, nas redes sociais o ideal é estar presente diariamente, várias vezes ao dia. Mas nem sempre você tem tempo pra produzir ou verba pra pagar alguém pra fazer isso. Aliás… nem sempre você tem ASSUNTO. E se não for pra entregar conteúdo útil para sua audiência, é melhor nem entregar. Senão é perda de tempo (seu, de produzir algo que não tem relevância), de dinheiro (porque você poderia estar usando seu tempo precioso para atividades remuneradas), de energia, e produz um monte de lixo digital.
Existem umas periodicidades que funcionam e não enchem muito o saco, a saber:

  • E-mail: de uma vez por semana a uma vez por mês. Mais do que isso, apenas se for algo realmente útil para seu público-alvo – uma promoção irresistível de algo que sua audiência CERTAMENTE precisa. Promoções cheias de gatilhos mentais para tentar convencer sua audiência da relevância de algo inútil que você vende a preços exorbitantes ou aqueles webinários sarapa em sequência que todo mundo já sacou que são funil de venda de fórmula de lançamento de algum produto raramente entregam conteúdo útil. Aliás, se precisa de “gatilhos mentais persuasivos” pra convencer alguém, dificilmente é útil.
  • Blog: tanto faz, o blog é seu, mas tente alimentá-lo pelo menos quinzenalmente. Ao menos tente. Tentar não custa.
  • Instagram, Facebook e LinkedIn: diariamente. Se não der pra fazer diariamente, umas duas ou três vezes na semana é ok. Uma vez na semana é pouco, porque a menos que o post tenha engajamento durante a semana inteira, ele vai perdendo visibilidade – e até você voltar a ter relevância pode demorar.
  • YouTube: depende seu canal é sua mídia principal ou se é apenas mais uma mídia de suporte a conteúdos espalhados por aí. Se for apenas suporte, ok, cuide das outras redes. Se for seu principal ponto de contato com seu público, tente publicar ao menos semanalmente e num dia e horário fixo.
  • Twitter: não há limites, mas muitos tweets seguidos podem floodar a TL do cidadão. Se forem sobre assuntos correlatos, tente organizá-los em uma única thread.
  • TikTok: não há limites.
  • Stories no Instagram, Facebook e Snapchat: não há limites. Pode fazer quantos quiser, diariamente. Se possível, use também este recurso no Instagram para promover também seus próprios posts e vídeos do IGTV – assim, quando o engajamento estiver começando a cair, você vai lá e reativa a audiência.

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Hoje, 1º de outubro, é o Dia Internacional do Café.


E para você esta data pode não ser importante, mas pra mim tem um significado especial: café é fonte de alegria, energia e amor. Café não julga. Café está sempre ali quando precisamos. <3

E eu só sei disso porque me dei ao trabalho de montar O MELHOR calendário de conteúdo. Não apenas datas comemorativas, mas também dicas diárias do que postar, com base em comportamentos da audiência; alertas para início de planejamento de campanhas; alertas para e-mail marketing; alertas, alertas, alertas!

Levei um tempão para montar isso, mas valeu cada segundo.

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aprendizado #2 é: não faça que nem eu, que passei a semana passada inteira pedindo desculpas pelos e-mails duplicados. ORGANIZE A P**** DO SEU MAILING.

Aproveite e segmente seus contatos para entregar conteúdos específicos para cada grupo. Ter uma gestão de clientes e de prospects nunca é demais. Aliás: ter uma gestão de clientes e prospects é FUNDAMENTAL. Imagine que você SABE quando o produto que você vendeu está acabando. Ou que você lembra que já está novamente na hora do seu cliente começar a pesquisar fornecedores para um determinado evento. Ou que você tem todos os aniversários à mão. Se você não fez isso ainda, faça. Faça logo.

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A gente tem que se reinventar todo dia

Todo.santo.dia.

O mercado está instável, sempre tem um moleque que faz o que eu faço pela metade do preço (ainda que o meu valor seja alto, porque eu entrego resultados), e na real nem eu quero fazer trabalho meia-boca pra compensar preço baixo.

Eu já expliquei aqui: prefiro te contar como funciona meu trabalho e te dar subsídios pra FAZER como eu faço, ou pelo menos pra fazer parecido, pra conseguir melhorar suas vendas, sua visibilidade, começar a ganhar ALGUM dinheiro e poder terceirizar sua comunicação (aí você me contrata. Ha ha. Ha ha). Ou pra você que já trabalha com isso, mas tá #SemTempoIrmão, e precisa dar um jeito de melhorar esse fluxo de criação aí.

Então resolvi fazer isso presencialmente também. Por enquanto é só aqui em Niterói, mas com passagem e um lugar amigo pra ficar, posso ir pra qualquer lugar do mundo.

Segue a agendinha:

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Dicas de marketing: mailing qualificado

Mais vale um mailing com 70 pessoas que realmente se importam com as informações que você envia, do que 8 mil endereços que nem se dão ao trabalho de abrir seu e-mail.

E pior: destes 8 mil, quantos são válidos? Quantos já te denunciaram como spam há muito tempo? Quantos estão ativos?

Fazer sua lista crescer é lindo.

Fazer sua lista crescer sem opt-in, adicionando qualquer um, usando táticas questionáveis e aproveitando mailing alheio é um tiro no pé. Servidores de e-mail marketing têm reputação medida pela quantidade de emails inválidos enviados, pela quantidade de bounces na entrega da mensagem (e podem cair em blacklists), assim como seu endereço ou sua conta.

Precisa conversar sobre isso? Dá um toque. Sou toda ouvidos.

Sobre aquele e-mail enviado às 22h

Cara, eu queria te falar sobre aquele e-mail enviado às 20h. De uma sexta-feira.

Sobre aquela mensagem de trabalho super urgente no fim de semana.

Sabe, eu consigo VER o brilho nos olhos das pessoas quando digo que tenho minha própria empresa e, por isso, meus horários são mais ou menos flexíveis e eu posso ir ao médico quando bem entendo, ou posso trabalhar de um café em vez de ficar no home office. “Puxa, um dia eu chego lá”, “Nossa, deve ser muito legal não ter chefe!”

Desculpa ter que te dizer isso, mas cada cliente que paga pelo seu trabalho é um pouco seu chefe, sim. Se você tem três clientes, você terá três pessoas pedindo resultados. Se você não tem um cliente de contrato assinado, mas você tem um público que assina seus serviços e consome publicidade no seu site, este público é meio seu chefe, sim.

Mas quem decide os termos do seu trabalho é você – e se o cliente não concorda, ou vocês ajustam, ou o contrato de trabalho não é assinado. Porque seu cliente não paga suas horas extras e nem seu plano de saúde – e se você não trabalha de carteira assinada, você não tem licença remunerada se tiver algum problema de saúde. Se tiver tendinite por digitar demais, ou problemas de pressão por excesso de trabalho, ou entupir as artérias por comer comida congelada em meia hora pra voltar para o computador, ou sua gastrite piorar porque você não janta, o problema é todo seu – e parar de trabalhar, quando você é freela, não é uma opção. Você não sabe quanto tempo sua licença vai durar. A menos que você tenha um emprego full-time e o seu negócio seja um negócio paralelo que precisa que você trabalhe nas suas outras horas de trabalho, você não recebe hora extra.

Então você não tem que trabalhar mais do que o que você aguenta.

Se o cliente sempre manda mensagens após um certo horário, você pode e deve estabelecer outra rotina, e até mesmo adaptar seus horários – começar mais tarde, por exemplo.

Mas se você está trabalhando desde as 8h da manhã, você pode aprender a dizer “não”. Pode deixar coisas para o dia seguinte, sim. E se elas forem inadiáveis (por exemplo, você realmente ficou de mandar aquele arquivo hoje, e já está atrasado) aprenda a dizer “não” para outros projetos, pra não deixar as coisas para última hora.

Mensagem de trabalho que chega depois das 20h

 

Nada é tão urgente que mereça que você sacrifique sua saúde – ou sua família.

Aqui no escritório, eu produzo melhor em horário comercial. Marido sai para o trabalho e eu também “saio para o trabalho”, que normalmente começa às 8h30 da manhã. Supondo que eu tire uma hora de almoço (e quem controla minhas horas sou EU, e quem sabe a que horas vou compensar essas horas sou EU, porque já sou adulta e se você não deposita FGTS nem me dá ticket refeição você não tem nada que controlar minhas horas de trabalho – apenas espere que eu te entregue até mais do que você pediu, dentro do prazo acordado), faça as contas sobre que horas é decente parar de trabalhar.

Pois é.

E quando eu preciso trocar os turnos (fui ao médico, passei duas horas na espera, fui visitar minha madrinha em outra cidade ou quis fazer feira mesmo), eu vou te mandar e-mails à noite, sábado, domingo ou quando for. Mas eu sei que você tem uma família também. Cliente também trabalha o dia inteiro e precisa descansar.

Você pode até mandar mensagens à noite em plena sexta-feira, porque você tirou o dia para outras coisas e só conseguiu trabalhar à noite. Mas não espere resposta urgente. Não espere resposta urgente.

Pega leve.

Se você não é CLT, as regras do SEU trabalho quem faz é você.