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Quem fica parado é poste

Quem fica parado é poste

Se você é freelancer, consultor independente, microempresário, está começando ou está em busca de recolocação… então você sabe que são enormes as chances de só contratarem seus serviços depois do carnaval. Quem fica parado é poste: se você não teve tempo de planejar suas férias pois está no início do seu empreendimento, aproveite estes próximos dias para fazer muitos contatos e algum bom curso de atualização na sua área.

Por aqui, estou trabalhando na certificação em inbound marketing. Como já falei, quem fica parado é poste. E você? O que tem feito pela sua carreira?

Onde aprender de graça (eventualmente tendo que pagar pelo certificado):

  • http://www.open.edu/openlearn/free-courses
  • https://www.edx.org/
  • https://www.futurelearn.com/
  • https://www.coursera.org/
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Sobre aquele e-mail enviado às 22h

Sobre aquele e-mail enviado às 22h

Cara, eu queria te falar sobre aquele e-mail enviado às 20h. De uma sexta-feira.

Sobre aquela mensagem de trabalho super urgente no fim de semana.

Sabe, eu consigo VER o brilho nos olhos das pessoas quando digo que tenho minha própria empresa e, por isso, meus horários são mais ou menos flexíveis e eu posso ir ao médico quando bem entendo, ou posso trabalhar de um café em vez de ficar no home office. “Puxa, um dia eu chego lá”, “Nossa, deve ser muito legal não ter chefe!”

Desculpa ter que te dizer isso, mas cada cliente que paga pelo seu trabalho é um pouco seu chefe, sim. Se você tem três clientes, você terá três pessoas pedindo resultados. Se você não tem um cliente de contrato assinado, mas você tem um público que assina seus serviços e consome publicidade no seu site, este público é meio seu chefe, sim.

Mas quem decide os termos do seu trabalho é você – e se o cliente não concorda, ou vocês ajustam, ou o contrato de trabalho não é assinado. Porque seu cliente não paga suas horas extras e nem seu plano de saúde – e se você não trabalha de carteira assinada, você não tem licença remunerada se tiver algum problema de saúde. Se tiver tendinite por digitar demais, ou problemas de pressão por excesso de trabalho, ou entupir as artérias por comer comida congelada em meia hora pra voltar para o computador, ou sua gastrite piorar porque você não janta, o problema é todo seu – e parar de trabalhar, quando você é freela, não é uma opção. Você não sabe quanto tempo sua licença vai durar. A menos que você tenha um emprego full-time e o seu negócio seja um negócio paralelo que precisa que você trabalhe nas suas outras horas de trabalho, você não recebe hora extra.

Então você não tem que trabalhar mais do que o que você aguenta.

Se o cliente sempre manda mensagens após um certo horário, você pode e deve estabelecer outra rotina, e até mesmo adaptar seus horários – começar mais tarde, por exemplo.

Mas se você está trabalhando desde as 8h da manhã, você pode aprender a dizer “não”. Pode deixar coisas para o dia seguinte, sim. E se elas forem inadiáveis (por exemplo, você realmente ficou de mandar aquele arquivo hoje, e já está atrasado) aprenda a dizer “não” para outros projetos, pra não deixar as coisas para última hora.

Mensagem de trabalho que chega depois das 20h

 

Nada é tão urgente que mereça que você sacrifique sua saúde – ou sua família.

Aqui no escritório, eu produzo melhor em horário comercial. Marido sai para o trabalho e eu também “saio para o trabalho”, que normalmente começa às 8h30 da manhã. Supondo que eu tire uma hora de almoço (e quem controla minhas horas sou EU, e quem sabe a que horas vou compensar essas horas sou EU, porque já sou adulta e se você não deposita FGTS nem me dá ticket refeição você não tem nada que controlar minhas horas de trabalho – apenas espere que eu te entregue até mais do que você pediu, dentro do prazo acordado), faça as contas sobre que horas é decente parar de trabalhar.

Pois é.

E quando eu preciso trocar os turnos (fui ao médico, passei duas horas na espera, fui visitar minha madrinha em outra cidade ou quis fazer feira mesmo), eu vou te mandar e-mails à noite, sábado, domingo ou quando for. Mas eu sei que você tem uma família também. Cliente também trabalha o dia inteiro e precisa descansar.

Você pode até mandar mensagens à noite em plena sexta-feira, porque você tirou o dia para outras coisas e só conseguiu trabalhar à noite. Mas não espere resposta urgente. Não espere resposta urgente.

Pega leve.

Se você não é CLT, as regras do SEU trabalho quem faz é você.

 

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Freelancer não tem que ser precariado

Freelancer não tem que ser precariado

As altas cargas tributárias, no Brasil, podem fazer com que os custos de contratação de um funcionário full-time sejam equivalentes ao salário oferecido ao profissional – o que custa, ao empregador, pelo menos duas vezes mais do que ele investiria se contratasse um freelancer.

Muitas empresas, hoje, contratam profissionais com CNPJ, por projeto, de acordo com a demanda e com o perfil do profissional. É uma relação boa pra quem contrata, e que pode ser boa para quem é contratado, se você souber gerenciar essa relação direito. Hoje, você, profissional contratado, tem a vantagem (que não tinha há dez anos) de não precisar de contador e não precisar abrir formalmente uma empresa: você pode ser MEI (Micro Empreendedor Individual). E, embora as categorias disponíveis pareçam operacionais demais, é possível, sim, ser MEI em trabalhos criativos ou de consultoria. Lembre-se que você pode adicionar até 15 categorias secundárias, e nelas pode estar o que você faz. Não, o SEBRAE não te informa direito que “promoção de vendas” não é apenas panfletagem, mas inclui também a criação da campanha (que você, publicitário, faz), e que a categoria “promoção de eventos” inclui toda a parte de PRODUÇÃO.  

(Isso é especialmente útil para você, jornalista que rodou no último passaralho da redação. Porque você pode ser editor de livros, revistas e de listas de dados não especificadas anteriormente; mas se olhar bem, pode até ser instrutor de cursos)

A vida de freelancer possibilita certas liberdades, como trabalhar de um café e fazer seus próprios horários. Sim. Mas se você não gerenciar BEM sua rotina e não souber cobrar suas horas de trabalho como você merece, periga ser tão ou mais escravo do que era no escritório. Porque no escritório, você batia ponto de 9h às 18h. Você não recebe férias nem 13º. Você não tem plano de saúde. Receber hora extra? Pffff. Previdência? É por SUA conta.

Amigo freela: você pertence ao que a jornalista, professora e secretária do Ministério da Cultura Ivana Bentes chama de PRECARIADO COGNITIVO.

E, amigo, se você for depender de achar um emprego formal que pague o aluguel do seu apartamento em Copacabana, você está simplesmente ferrado.

A relação de trabalho freelancer é FRÁGIL, e vai sempre pesar para o elo mais fraco da corrente: você, que precisa do trabalho.

Você precisa:

  1. Aprender a cobrar pelas suas horas.
  2. Proteger seus direitos e deixar muito claro quais são seus deveres com um contrato.

e a parte que parece mais complicada, mas não é:

3. Vender o seu trabalho de forma a gerar uma percepção de valor. Porque isso que você faz, todo mundo faz. Se você vier muito cheio de condições, seu contratante vai chamar aquele outro freela que cobra metade do que você cobra – porque quer ganhar experiência, porque precisa MUITO da grana e não sabe que também tem direitos (quando você encontrar esse cara, dê um pescotapa nele por mim, porque é ele que, aceitando condições precárias de trabalho, estabelece um padrão abaixo do decente pra você), ou simplesmente porque faz muito mais rápido e em menos horas do que você, e por isso mesmo cobra baratésimo por algo que você quebra a cabeça pra desenvolver.

O que não dá é pra continuar desvalorizando seu trabalho. Que são horas da sua vida.

Você já economiza uma grana de taxas. Você já não recebe um monte de direitos e benefícios. Se pra pagar suas contas e tirar um mês de férias você precisa trabalhar seu dia inteiro e virar noite e trabalhar seu fim de semana, pelo menos um plano de saúde esse seu contratante deveria dar.

Bora profissionalizar essa relação profissional aí. E bora ajudar a empoderar o coleguinha. 

Sabe esses três passos acima (aprender a cobrar pelas suas horas, proteger seus direitos e gerar uma percepção de valor para seu trabalho)? Clique aqui e assine a lista para receber algumas dicas no conforto da sua caixa de e-mails. Não esqueça de adicionar o endereço lounge42.com@gmail.com na sua lista de contatos.

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