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Julho chegou, e é rumo à CENTOEVINTENA. E o que você planejou para suas redes sociais?

Até ano passado, eu era a loka das festas juninas. Dia 13 eu batia ponto na quermesse de Santo Antônio da igreja aqui perto; dia 24 eu despencava pra Igreja de São João, ali no Centro, com minha amiga Luciana, só pra comer pamonha salgada; e dia 29, pelo menos antes da minha filha nascer, era de lei a procissão e a festa de São Pedro em Jurujuba (pra quem não conhece Niterói, é um bairro com uma colônia de pescadores).

Este ano, as festas juninas foram em forma de shows pela internet, encontros com os amiguinhos da escola pelo Zoom, e uma invenção chamada “festa na caixa”, um produto que ganhou força em tempos de isolamento social: um bolinho, uns doces, uns salgadinhos, duas latas de refrigerante – o suficiente para uma família que mora junta comemorar, tudo entregue na sua casa. Tem gente que tem a visão também de incluir cupcakes e docinhos para entrega na casa dos parentes e amigos chegados, para que todos comemorem juntos.
E parece que é assim que vamos comemorar qualquer coisa por um bom tempo. 

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A novidade agora é que o TikTok está pautando novas funções no Instagram: o Instagram lançou recentemente a função ‘Reel’, onde você pode fazer pequenos clipes com áudio e recursos de edição de tempo, e o YouTube agora mostra destaques de vídeos de 15 segundos. Ninguém aguenta ter sua hegemonia ameaçada, né, mores?

Enquanto isso, eu ainda não entendi muito bem para que serve o TikTok. Mas se você trabalha com mídias sociais e não está lá ainda, é bom ficar de olho. Cria um perfil e observa. Pode até me seguir, embora ainda não tenha muita coisa pra ver.  
 
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Low touch economy, ou economia do pouco contato. Já cantei essa bola várias vezes aqui no Lounge42, nos informativos passados (junho, maio, abril): a economia não está parada, mas o dinheiro está mudando de mãos e indo para quem consegue se adaptar. Entregas, compras pela internet, serviços que podem ser realizados remotamente estão crescendo no meio da pandemia. A MJV fez uma boa análise dessa tendência. Leia: https://www.mjvinnovation.com/pt-br/blog/low-touch-economy-o-que-e.

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A economia do pouco contato é tão significativa que hoje, primeiro de julho, tem uma greve de entregadores de aplicativos – iFood, Uber Eats, Rappi e outros. Uma categoria que sempre foi precarizada e corre riscos sérios no trânsito, uma vez que ganham muito pouco por entrega e, se quiserem uma renda digna no fim do mês, precisam fazer o máximo de entregas em menos tempo (isso inclui cortar caminhos por onde não deve e furar sinal, pelo visto). E, agora, risco de contaminação – para trazer nossa comida. Fora os bloqueios e prejuízos por cancelamento.

Em tempos de COVID-19, pode-se dizer que eles estão numa espécie de linha de frente. Afinal, alimentação é serviço essencial e esses caras fazem todo o contato entre negócio e cliente. Só que sem equipamentos de proteção fornecidos pela empresa nem direitos trabalhistas, porque o app não se responsabiliza por eles caso algo aconteça. E não dá pra meter o discurso de “eles são empreendedores”. Os aplicativos ganham MUITO dinheiro às custas dessa precarização do trabalho.

Caso os entregadores tenham suas reivindicações atendidas, é provável que se crie todo um novo parâmetro para serviços de entregas – e não apenas por aplicativo, porque os avanços podem virar exigências de toda a categoria., porque até termos uma vacina para o COVID-19 ou um tratamento de eficácia comprovada, ainda vamos depender muito de entregadores. 

Todo apoio para essa categoria. Se você ler isso a tempo, pode apoiá-los não fazendo pedidos de comida por aplicativo hoje, usando a hashtag #BrequeDosApps, e dando gorjeta ou valores extras, quando possível, nas suas próximas compras.

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E o seu negócio? Já se adaptou ao ‘novo normal’? Está tendo alguma dificuldade? Posso ajudar?

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Vamos para o que você queria: datas comemorativas de julho para ter assunto em suas redes sociais.

Julho costumava ser aquele mês em que a gente dizia “estamos no meio do ano, e como está seu planejamento? Ainda dá tempo de cumprir suas metas”. Bom, vou dar uma notícia pra vocês: todos os planos mudaram. Inclusive tô passando pra frente meu planner 2020 praticamente zerado. 

Lembrando que este não é o calendário completo, são apenas algumas das datas que podem ser relevantes. Mas já pode te dar algumas ideias:

  • 4 de julho: Dia da Jaca
  • 6 de julho: Dia Internacional do Beijo
  • 7 de julho: Dia Mundial do Chocolate
  • 8 de julho: Dia da Ciência
  • 10 de julho: Dia da Pizza e Dia da Piña Colada
  • 13 de julho: Dia Mundial do Rock
  • 14 de julho: Dia da Queda da Bastilha (VAMO FAZER IGUAL, GENTE???)
  • 17 de julho: Dia Mundial do Emoji
  • 19 de julho: Dia Nacional do Futebol
  • 20 de julho: Dia do Amigo e Dia Nacional do Tatuador
  • 26 de julho: Dia dos Avós
  • 27 de julho: Dia do Pediatra
  • 28 de julho: Dia do Agricultor
  • 30 de julho: Dia Internacional da Amizade

Aproveite julho para pensar nas suas campanhas de agosto: Dia dos pais e a Semana Mundial de Conscientização sobre o Aleitamento Materno, que obviamente não precisa ser uma cagação de regra sobre amamentação que vai deixar mães que não puderam amamentar ainda mais culpadas (como se a gente já não tivesse um milhão de cobranças), mas sim sobre acesso à informação. 

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Aconteceu no Instagram

“Sentiu o chamado?”

Senti o chamado de correr pras montanhas, isso sim. Onde já se viu apelar pro emocional pra fazer alguém gastar um dinheiro que não tem em algo que não precisa? Mais amor nas vendas, por favor. ❤

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No mais, fique em casa se puder. Se tiver muito que sair, use máscara e álcool gel, lave bem as mãos, deixe os sapatos do lado de fora quando voltar, tome um banho e desinfete tudo o que vier da rua.

Seguro morreu de velho.

Um beijo. Fica bem. Tamo junto.

Lia Amancio.

Seja generoso e veja suas vendas aumentarem!

Eu poderia falar um monte sobre energias, sobre retribuição do universo e sobre lei da atração enquanto tomo um café quântico e medito para alinhar o meu mindset com a abundância divina, mas a real é que estou falando de marketing mesmo: parcerias estratégicas, produtos ‘freemium’, marketing de conteúdo e marketing social. Me acompanha:

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Se há um consenso em qualquer mercado é o de que não cobrar – ou cobrar baixo demais – por um serviço especializado ou produto, além de gerar desconfiança (“como aquilo foi produzido? Como pode uma mão de obra especializada ou uma matéria prima de qualidade gerar um produto ou serviço tão barato?”), puxa os valores daquele mercado para baixo.

E, cara, às vezes não tem como competir com o preço cobrado pelo sobrinho que “mexe com mídias sociais” ou pela filha da sua amiga “que acabou de se formar e está fazendo [insira aqui o que você precisa] de graça para construir portfólio”. Ou ainda com os pequenos produtores de produtos físicos que não precisam pagar contas, fazem como hobby e, por isso, também vendem produtos praticamente a preço de custo – e você lá, embutindo as suas horas no valor para poder pagar suas contas, porque afinal o seu tempo precisa ser remunerado também e a escolinha do seu filho não se paga sozinha.

Então, sim, cobrar um valor digno por um produto ou serviço é fundamental.

Se seu público-alvo não puder pagar, das duas uma:

  1. Não é o seu público-alvo. Se o cliente busca apenas o preço e não enxerga o valor do seu trabalho, não perca seu tempo com ele, colega. Ele não é seu. Deixe-o ir e foque em quem importa. Eu, por exemplo, sei que meu serviço vale o preço que cobro, porque tenho know-how, especialização e uno experiência de mercado com disposição para me atualizar, mas às vezes você só quer preço baixo. O resultado é um site que você não consegue editar, uma campanha que não converte, uns textos que ninguém lê. Acontece.
  2. Ou então você precisa adequar a sua forma de produção *e* precificação para atender às necessidades daquelas pessoas cujo problema você pretende resolver, sem que isso represente a sua falência (porque não sabe cobrar por seu produto ou serviço) e nem a do seu cliente, que não pode ser ajudado pelo seu trabalho porque não conseguiu pagar. A mensalidade da escolinha é importante, mas você pode pensar num pacote acessível de serviços com uma remuneração justa para o tempo que você investiu – e que caiba no bolso do cliente; pode pensar em permutas ou em parcelamento. Se seu trabalho for bom mesmo, o cliente vai ver retorno.

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Por “adequar sua forma de produção”, quero dizer que entre outras maneiras de otimizar o seu trabalho e produtividade (um dia falo mais sobre isso aqui), você também pode ser generoso, abrir mão de ser fominha de trabalho e mandar jobs pra galera.

Um exemplo prático: eu que fiz meus sites. Poderia fazer um site para você? Poderia. Poderia oferecer construção de websites na minha lista de serviços prestados? Poderia. Preciso pagar minhas contas? Preciso. Mas não sou programadora, existe um nível de customização que não dou conta de fazer – e, sinceramente, não tenho a cara de pau de te oferecer um site naquela plataforma de construção de sites “super intuitiva” que não vai te atender 100% (você talvez ache lindo, mas eu SEI que não vai te atender 100%, porque uma das minhas especialidades é planejamento, e eu sei que tem funcionalidade que essas plataformas não comportam e você vai precisar de um programador para executar).

Minha maneira de otimizar minha produção é me associar a alguém que vá fazer seu site com um pé nas costas, investindo muito menos tempo – e fazendo muito melhor. Mesma coisa com projetos gráficos complexos ou com campanhas de Adwords. Como você confia em mim e não conhece meus parceiros, eu te entrego o planejamento e monitoro toda a execução do projeto de perto. Mas não executo.

Porque eu posso até fazer, como fiz meu site pessoal e o site profissional. Mas vou demorar. Vou apanhar de códigos. Dependendo do template, vou apanhar para adicionar um widget de busca ou redimensionar seu logotipo. Vou gastar um tempão fazendo. E vou ter que cobrar por esse tempo, porque a mensalidade da escolinha da minha filha não se paga sozinha. Vai sair caro e meia-boca. Passar o trabalho adiante é bom para todos nós:

  • Pro cliente, que vai ter alguém especializado executando o serviço da maneira como planejamos, mais rápido e mais barato;
  • Pra mim, que não vou perder tempo demais com tarefas que não sei desempenhar com muita facilidade, e posso focar em trabalhar objetivamente em projetos mais adequados;
  • Pro desenvolvedor/designer/analista de adwords parceiro, porque eu mandei jobs.

Todos ganhamos. A economia do futuro é colaborativa. Yeah!

via GIPHY

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Tem coisa que a gente dá de graça (opa!).

Eu compartilho conhecimento de graça. Porque gosto, porque acho que informação e conhecimento precisam circular. Se cobro, cobro pelo meu tempo investido organizando esse monte de conhecimento acumulado ou passando esse conhecimento para você. Se eu não precisar ir até onde você está, inclusive, posso cobrar até mais barato. Dependendo da situação, nem cobro. 

Também tem coisa que parece de graça porque você não tem que pagar por isso, mas eu estou ganhando. Por exemplo, quando você se cadastra para receber meu e-book gratuito sobre como elaborar um projeto, ou quando baixa (sem cadastro algum) um material que elaborei com ideias do que postar em suas redes sociais. Eu ganho mais um endereço no mailing, eu ganho mais gente compartilhando o nome da minha empresa, eu ganho mais gente compartilhando meu trabalho.


Foto por Simon Maage no Unsplash

Claro que não posso entregar toda a minha produção de graça. Porque o condomínio e o IPTU são que nem a escolinha da minha filha e também não se pagam só com reputação. Mas mesmo um texto como este que você está lendo pode ser bom nós dois ao mesmo tempo – você vai ler, gostar, dividir com seus contatos (vai ser bom para eles) e assim nós mantemos a chama da economia do compartilhamento acesa.

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O que você pode dar (opa!) de graça sem ir à falência? Eu sugeriria algo digital – a menos que a logística de produção e distribuição de brindes e amostras grátis seja fácil para você. Um e-book, uma versão com menos funcionalidades de um software, um mini-curso gratuito, um molde (se o seu negócio tem a ver com moda ou artesanato)… são muitas opções, e que podem fugir do lugar comum. Qualquer coisa, me chama pra pensar contigo. Sou boa nisso.

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Mas não chama aquela série de três vídeos que levam a um curso de R$ 4 mil de “mini-curso gratuito” não, que isso não engana ninguém. Chama logo de “fórmula de lançamento do Jeff Walker”. É mais honesto.

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Dar conteúdo de graça, aliás, é marketing.

Você tem um negócio. Você precisa comunicar seu produto ou serviço para quem se beneficiará dele. Entregar conteúdo relevante para este público é uma maneira de se manter relevante para essas pessoas. Em vez de só postar sua agenda de eventos, fotos dos seus produtos ou frases motivacionais, você pode elaborar um conteúdo informativo ou educativo que ajude a resolver os problemas do seu público-alvo. Tem gente que fala daquela regra “80-20” (80% conteúdo útil, 20% promoção pura e simples), mas aqui a gente é rebelde, rapá: regras existem para serem quebradas. Dependendo de como este conteúdo for apresentado, até a promoção do seu produto (ou serviço) pode ser interessante e útil para sua audiência.

E você nem precisa ser um super redator, não: você pode fazer apenas uma curadoria de links úteis em sites de terceiros, com uma chamadinha curta. Pode fazer vídeos curtos com seu celular mesmo. Se você tiver uma periodicidade regular, melhor ainda, porque seu público sabe que pode contar contigo. E seu cliente vai pensar “pô, esse cara me ajuda à beça, vou até comprar essa calça”. Ou “essa mulher tem uns insights interessantes, posso contratar os serviços dela para me ajudar”. Reputação é um ativo intangível maravilhoso e é possível ajudar pessoas com conteúdo útil.

Marketing de conteúdo funciona. Acredite. Não é fanfic. Eu estava lá, eu era este cliente. E em outro momento, passei a ser também a pessoa contratada. Aliás, meus serviços de produção de conteúdo estão pra jogo. Aproveita.

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O retorno da generosidade pode ser financeiro, como quando você usa o conteúdo gratuito como parte de uma estratégia de lançamento baseada na fórmula do Jeff Walker (pronto, te entreguei o ouro: compre o livro e economize milhares de reais daqueles cursos de ‘Fórmula de lançamento’), ou pode vir em forma de reputação – que num primeiro momento não paga contas, mas ao longo do tempo pode se converter em clientes e fãs. E você nem precisa ajudar diretamente seus clientes com conteúdo e produtos (embora mimar fãs seja lindo, uma forma de agradecer todo o carinho e incentivos que eles nos dão diariamente): você pode e deve, sim, fazer filantropia. Pode ajudar pessoas com necessidades, pode fazer trabalhos pro-bono, pode ajudar financeiramente instituições, liderar e divulgar campanhas de cunho social. É legal e as pessoas gostam. Generosidade vende.

Claro que fazer isso só porque é bom para a reputação é um erro. Não há reputação que sobreviva ao caô.

Você vai fazer isso porque acredita na causa, porque acredita na bondade, na filantropia, acredita que juntos podemos nos ajudar.

Mas, olha, vou te contar um segredo (que eu espero que você já saiba): seus maiores embaixadores são seus clientes internos. Se seus funcionários não recebem o suficiente para pagar o aluguel (faça você as contas e me diga se consegue viver com o salário que paga a eles), se seus fornecedores levam calote, não adianta muito doar para projeto social que sua reputação já está comprometida.

Por outro lado, sabe o que acontece com empresas inovadoras, generosas com seus funcionários, que remuneram bem e têm políticas de incentivo à diversidade, incluindo promoção, inclusão e retenção de talentos que normalmente são descartados pela entrevista com o RH?

Isso aí.

Ganham prêmios, reconhecimento… e sua assessoria de imprensa tem o que dizer. Então a mágica acontece:

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Se este artigo te trouxe algum insight sobre marketing e comunicação, seja generoso e compartilhe. 🙂  

E se estiver precisando de uma forcinha no seu negócio, me chama.