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Junho chegou. E como vai sua presença digital?

Junho está aí. E eu espero que, se você lida com produtos ou serviços, você já tenha planejado:

❤️ Sua promoção de dia dos namorados;
🌽 Como você vai falar de festa junina, considerando que não teremos festa junina tão cedo;
❄️ No inverno, que chega oficialmente no dia 21.

Se não planejou ainda, senta a bunda na frente do computador agora e manda ver. Se não souber o que oferecer, me aciona. Juntos, podemos pensar em algo.

Lembre-se: adaptação. Inovação. Investimento em conteúdo digital. Porque mesmo com a flexibilização do isolamento em algumas cidades, estamos longe de ter a cura do vírus. Então prepare-se para não ser pego de surpresa com um novo lockdown, ou com a economia ruindo não pelos fechamentos, mas por motivos de saúde da população.

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Dicas de leitura da Tia Lia:

🖥️ Deu no Meio & Mensagem: “Mídia programática: o que é e como funciona? Perfil Sleeping Giant Brasil trouxe à tona o funcionamento de um modelo automatizado de publicidade que gera dúvidas – e polêmicas – entre anunciantes e veículos”. Confira.

🖥️ O LinkedIn agora permite a criação de eventos. Você ja criou evento no LinkedIn? Conta aqui como foi sua experiência?

🖥️ Me segue lá no TikTok. Ainda estou tentando entender para que serve o TikTok quando você tem mais de 40 anos e não é uma marca.

🖥️ André Forastieri é jornalista. Você pode conhecê-lo do LinkedIn, mas eu conheço de revistas que eu adorava na minha adolescência e um pouco depois, como General e Herói, e da editora Conrad, que publicava os melhores livros. E a newsletter dele é muito interessante. Ele fala muito de cultura – música, séries, literatura – com um viés pop/alternativo, mas também aborda um pouco de política e empreendedorismo. A mais recente fala de negociação, de comunicação empática e como convencer alguém do seu argumento. Acho que você vai gostar.

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Vamos à nossa agendinha de datas mágicas. Lembre-se: muitas delas NÃO estão aqui. Todos os dias de junho têm várias datas comemorativas, obviamente que não coloquei todas. Mas alguma dessas pode ser lembrada no seu negócio, ou em alguma campanha. Vamos a elas:

3 de junho – Dia Mundial da Bicicleta
4 de junho – Dia de Abraçar seu Gato
5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente
8 de junho – Dia Mundial do Gin
10 de junho – Dia da Língua Portuguesa e Dia do Chá Gelado
12 de junho – Dia dos Namorados e Dia Mundial do Falafel
13 de junho – Dia de Exu, Dia de Santo Antônio
16 de junho – Bloomsday
18 de junho – Dia da Imigração Japonesa
19 de junho – um dos dias do Cinema Brasileiro (o outro é em novembro!)
20 de junho – Dia Internacional do Surf
21 de junho – Início do Inverno, Festa da Música (uma tradição que começou na Europa com o início  do verão), Dia Mundial do Skate, Dia Mundial do Yoga
23 de junho – Dia do Atleta Olímpico, Dia Nacional do Desporto
24 de junho – Dia de São João, Dia do Caboclo
25 de junho – Dia Global dos Beatles
28 de junho – Dia do Orgulho LGBTI+
29 de junho – Dia de São Pedro, Dia de Xangô
30 de junho – Dia Internacional do Profissional em Biotecnologia

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No mais, sim, você pode e deve se posicionar contra o racismo. Se você é branco/a, reconheça o racismo estrutural da sociedade, o racismo das pessoas brancas, dê espaço para pessoas pretas nos seus canais. 

Você também pode e deve se posicionar politicamente. Afinal, estamos no meio de uma pandemia, uma crise sanitária e sem ministro da saúde nem presidente. O ministro da Economia salva bancos e deixa as pequenas empresas e o trabalhador autônomo no sufoco. É pra revoltar qualquer um. Você vai perder seguidores? Talvez. Mas os que ficarem serão pessoas inteiramente alinhadas com seus valores – e você pode, enfim, ser livre para falar publicamente sobre o que você gostaria de fazer com um fascista quando acabar o isolamento e você puder ter, DIGAMOS, contato físico com alguém.

Ah, qualé, independente do seu posicionamento político, você não é fascista, certo? Na dúvida, entenda aqui quais são os sinais do fascismo: 

(se alguém souber de quem é a autoria da imagem, me conta)

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No mais, espero do fundo do coração que esteja tudo bem com você, na medida do possível. 

Estamos juntos nesse barco. Já passamos por coisas piores, sem os recursos tecnológicos e toda a informação que temos hoje. Vai passar. Vai passar. 

Olá, mês de maio! Você por aqui?

Maio chegou… e como você está se adaptando ao “novo normal”? 

Muitos negócios estão se adaptando – e mesmo se você não tiver um negócio, enquanto consumidor você já deve ter percebido mudanças: cada vez mais empreendedores operando com entregas em domicílio, eventos acontecendo em plataformas online, aulas e atendimentos por vídeochamada e em salas virtuais.

E com as experiências de flexibilização do isolamento trazendo mais casos de contaminação (o que provavelmente se refletirá em mais casos graves e maior ocupação de UTI nos estados que flexibilizaram o isolamento), o melhor que empresas têm a fazer é focar no ambiente digital. 

Mas… o que fazer com negócios que dependam exclusivamente de interação presencial (tatuadores, massoterapeutas, acupunturistas, profissionais de estética e beleza, montadores de móveis, marcenaria, eventos?).

Algumas soluções que tenho visto por aí passam por venda de vouchers para quando o isolamento acabar – ou, ainda, aulas online.

É isso mesmo. Já falei sobre isso no e-mail de abril e vocês não me levaram a sério, agora tá aí um monte de guru de marketing digital bombardeando vocês com anúncios no Facebook e Instagram de “ganhe dinheiro com produtos digitais”. Outro dia vi a MESMA coach (porque eles nunca são de marketing nem de EAD, né?É tudo coach) em praticamente todos os apps com anúncio no meu telefone. Socorro.

Aulas online servem para ensinar seu cliente a se virar na sua ausência – sim, não há nada de errado em passar uma parte do seu conhecimento adiante, porque seu cliente sabe que você é o especialista e vai te chamar novamente na primeira oportunidade que tiver -, mas também para ensinar qualquer outra coisa que não envolva sua expertise profissional, mas que vá ajudar as pessoas de alguma forma. Seus boletos não se pagam sozinhos e, por outro lado, muita gente não consegue fazer sozinha o que você sabe fazer. É uma relação ganha-ganha.

Se você tiver interesse em transformar seu conhecimento em aulas online, responde aqui com a sua área de atuação e qual tem sido seu maior desafio. Não sei se você sabe, mas trabalhei anos desenvolvendo material para educação e treinamentos à distância, e estou preparando um material bem completo sobre o assunto. Educação online não se resume a botar produto em plataforma de afiliados. E eu quero poder te ajudar.


Eu sempre coloco neste e-mail as datas importantes do mês. Vai que alguma delas é digna de comemoração por aí, né? Mas antes, deixa eu te dar uma dica preciosa: você certamente já conhece o Google Trends, mas sabia que o Pinterest e o Unsplash são, também, boas ferramentas de análise de tendências? Como certamente sabe que se publicar o que as pessoas querem saber, as chances de ser encontrado é maior, fique de olho nessas dicas:

Pinterest
Segundo o Pinterest, nunca na história da plataforma as pessoas buscaram, salvaram e compartilharam tantas ideias como neste primeiro mês de isolamento social.

Confira aqui as receitas mais populares, frases motivacionais, dicas de entretenimento em família, agradecimento aos profissionais de saúde e – acho que isso te interessa – apoio a pequenos negócios.

Unsplash
Minha ferramenta preferida de busca por imagens gratuitas acrescentou duas novas abas de busca por imagens: ‘COVID-19’, com máscaras, ruas vazias e profissionais de saúde, e ‘Work from home’, para ilustrar todos esses posts da firma que eu sei que você anda fazendo, porque eu também estou. Nunca noticiei tantos eventos de propriedade intelectual cancelados, e tantas conferências virtuais.

Google Trends
Você pode pesquisar o que está sendo pesquisado no Brasil, claro. Mas se você tiver domínio de outros idiomas, também pode – e deve – usar a ferramenta para descobrir o que países em estágio mais avançado da pandemia estão buscando. Por exemplo, após o primeiro pico na última semana de fevereiro e o segundo na segunda semana de março, as buscas por coronavirus estão em franca queda, e esta parece ser uma tendência. O que não quer dizer que o país esteja livre do vírus, mas que talvez ele já faça parte da vida da população.

No Brasil, estamos pesquisando sobre “fim do coronavírus” (eu conto ou vocês contam?), pijamas e sintomas, além de dúvidas sobre o auxílio emergencial e “suspensão de contratos coronavírus”, que tanto pode tratar de contratos de trabalho como de empréstimos consignados.

Enfim, tem assunto pra caramba para abordar nas suas mídias digitais, nos contatos com seus clientes, sugestões de produtos e pacotes de serviço. E também tem, claro, os relacionados a datas especiais. Seguem apenas algumas. Isso aí não é nem uma fração do que está no meu calendário. Meu calendário é sinistro, rapá. Acho que vou cobrar pelo acesso ao meu calendário, haha. 

Voici le mois de mai: 

  • 1º de maio já passou, mas eu espero que você tenha reforçado sua solidariedade com os trabalhadores, e não dado “feliz dia do trabalho”.
  • 3 de maio – Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. 
  • 4 de maio – Star Wars Day (você sabe… “May the 4th be with you”)
  • 5 de maio – aniversário da Batalha de Puebla, no México.
  • 6 de maio – dia internacional sem dieta (oi, quarenteners!)
  • 8 de maio – Dia Nacional do Turismo, Dia Internacional da Cruz Vermelha, Dia do Artista Plástico e (oiê!) Dia do profissional de marketing.
  • 10 de maio – Dia das mães
  • 11 de maio – Dia de Twilight Zone
  • 12 de maio – Dia Mundial do Enfermeiro
  • 13 de maio – Abolição da escravatura, dia dos pretos velhos e dia mundial de ‘Top Gun’.
  • 17 de maio – Dia Internacional contra a LGBTQIfobia, Dia Mundial da Sociedade da Informação
  • 18 de maio – Dia Internacional dos Museus
  • 19 de maio – Dia Mundial do Médico de Família e Comunidade
  • 22 de maio – Dia Internacional da Biodiversidade, Dia Mundial dos Góticos, Dia Nacional do Abraço 
  • 24 de maio – Dia de Santa Sara Kali, Dia Nacional do Café, Dia Nacional do Milho
  • 25 de maio – Dia da Toalha / Dia do Orgulho Nerd, Dia da Costureira, Dia do Sapateado, Dia Nacional da Adoção
  • 26 de maio – Dia Mundial do Lindy Hop
  • 31 de maio – Dia Mundial Sem Tabaco

Se alguma dessas datas te diz alguma coisa, já escreva o post, já busque as imagens, já deixe tudo programado no Etus, no MLabs, no Planoly, no Buffer, no Later, Hootsuite ou seu gerenciador de posts em redes sociais favorito. Vai te poupar um tempo. Se nenhuma dessas datas te diz nada, existem vários calendários de redes sociais disponíveis na internet. Vou tentar organizar o meu de uma forma acessível para liberar para você, de qualquer forma, para te poupar um tempo significativo de planejamento.

E lembre-se que no mês que vem tem (ou deveria ter) festa junina e dia dos namorados. Já prepare suas promoções, suas receitas especiais, suas ofertas irresistíveis.

No mais, eu realmente espero que você, sua família e seus amigos estejam bem.

Se precisar de alguma coisa, me chama. Estarei por aqui, trabalhando de casa. 

Beijos. De longe. Com máscara. Claro.

O que publicar nas suas redes sociais em março

Bom dia!

Eu sei, faltam 8 dias para terminar o mês, mas vem carnaval por aí – e aí, ó: piscou o olho, acabou fevereiro, e hoje já vi até ovo de páscoa sendo vendido, ó.
Então você vai tirar um dia do feriado – ou a quarta de cinzas, se as crianças estiverem em casa durante a folia de Momo – pra sentar a bunda no computador e preparar seu mês de março TO-DI-NHO.

Tá bom, não todinho. Mas o suficiente pra deixar ALGUNS posts prontos, e intercalar com outros conforme as coisas vão acontecendo.
Baixe aqui o calendário que eu mesma uso para organizar o conteúdo pra mim e para meus clientes. Não está preenchido. Mas você pode preencher como quiser. O arquivo está configurado como somente visualização. Você deve baixar para seu computador ou fazer uma cópia para seu Google Drive.

Na primeira aba, a do calendário, você vai ver que tem os dias de motivar, engajar, promover, educar, entreter, inspirar. NÃO PRECISA levar isso a sério. Até porque é claro que você terá determinados dias que vão pedir assuntos específicos. Eu incluo isso no calendário apenas para não esquecer de distribuir bem os objetivos, e não ficar com um feed educacional demais, promocional demais… mas você entendeu.

Na segunda aba, você tem a organização do conteúdo, em si.

E vamos ao planejamento de março!

  • Primeiros dias: sempre dá pra falar da volta às aulas, reclamar da volta do feriado e como quebra o ritmo, lançar o caô do “o ano só começa após o carnaval”.
  • Já deixa o post da chuva pronto. Não dá pra programar, porque a gente nunca sabe que dia que a água vai cair. Mas sempre chove. Muito. Já deixa pronto.
  • No Março Lilás, aproveitando o gancho do Dia da Mulher no dia 8 de Março, as campanhas são sobre câncer no colo do útero. 
  • 1º de março: aniversários de Frédéric Chopin, Glenn Miller, Harry Belafonte, Roger Daltrey, Jorge Aragão, Ana Hickmann, Lupita Nyong’o, Kesha, Justin Bieber e mais um monte de gente.
  • 3 de março: Dia Mundial da Vida Selvagem – https://www.un.org/en/events/wildlifeday/
  • 5 de março: Dia da música clássica
  • 8 de março: Dia Internacional da Mulher. Por favor: sem florzinha. Vamos lembrar o motivo da data, falar de igualdade, de direitos, de salários, de mercado de trabalho, de maternidade, de abuso, de machismo… é hora de ser ativista, sim. Mesmo que você opte por posicionar sua marca ou seu negócio de uma maneira mais neutra, eu sei que você vai achar um jeitinho de se posicionar. Em tempos de “meninas usam rosa e meninos usam azul”, isso é muito necessário.
  • 9 de março: Dia Mundial do DJ
  • 10 de março: Dia do Telefone
  • 11 de março: Dia da Pipoca
  • 12 de março: Dia do Bibliotecário e Dia Mundial Contra a Cibercensura
  • 14 de março: Dia Nacional da Poesia
  • 15 de março: Dia Internacional do Circo
  • 17 de março: Dia Nacional do Mel
  • 19 de março: Dia Mundial do Artesão
  • 20 de março: Dia Internacional da Felicidade
  • 21 de março: Dia Mundial da Poesia, Dia Universal do Teatro, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, Dia Mundial da Síndrome de Down
  • 22 de março: Dia Internacional da Doula, Dia Mundial da Água
  • 26 de março: Dia do Cacau
  • 27 de março: Dia Mundial do Teatro
  • 30 de março: Hora do Planeta
  • 31 de março: Dia da Saúde e Nutrição

…e mais um monte de datas e aniversários para comemorar durante o mês.

“Mas, Lia, eu TENHO QUE POSTAR um monte de datas comemorativas?”

Claro que não!
Primeiro: você não TEM QUE nada. Segundo, se você não trabalha criando calendário, melhor mesmo você não ficar postando um monte de datas comemorativas aleatórias, pra não perder o foco com o SEU público. Se nenhuma dessas datas te atende, chega aqui e pega meu gráfico de “o que postar nas redes sociais”. Eu gosto especialmente da dica 10, “Responda a uma pergunta de um cliente”. Porque é realmente conteúdo útil. E possibilita que você responda em vídeo, o que sempre converte legal.

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No post sobre fevereiro (que algumas seletas pessoas receberam por e-mail) eu falei das minhas ferramentas preferidas de agendamento de conteúdo. Se você ainda não usa alguma, dá um confere

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Por falar em vídeo, EU SEI, EU SEI que vídeo converte. 
Eu sei que um bom vídeo pode ser desmembrado em frases, em imagens, citações, parágrafos e, assim, virar um monte de posts. 
Eu sei que preciso fazer mais vídeos.
Mas você também. He he.
Então deixa eu te dar uma dica: Segue a Carol Barros, do canal Fazedora de Vídeos.
Seu problema é destravar na frente da câmera? Ela resolve.Roteiro? Ela resolve.Seu equipamento é precário? Certeza que ela já gravou algum vídeo sobre isso.
Tem Carol no Instagram, no YouTube e no Facebook. Segue logo nos três pra não perder nada.

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O Dia Mundial da Criatividade é uma inciativa que acontece em várias cidades do país, no dia 21 de abril. Se você quiser fazer parte, as inscrições para inspiradores, voluntários e anfitriões estão abertas até o dia 15 de março. Veja se sua cidade terá algum evento e inscreva-se: https://www.worldcreativityday.com/brazil/.

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Hidrate-se

Google Arts & Culture é um site (tem app também) com conteúdo de 1200 museus e galerias do mundo todo. Além das exposições temáticas virtuais, a plataforma também oferece “visitas” pelo Google Street View. Sou fã: https://artsandculture.google.com.
E se, além de arte, você gosta de tecnologia, a seção de experimentos usando inteligência artificial e machine learning para criar novas experiências em arte é sensacional: https://experiments.withgoogle.com/collection/arts-culture.

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Beba água.

Seu inglês está afiado? Este artigo chamado “Não, eu não vou ver seu webinar ‘gratuito'” é fantástico. Primeiro, todo mundo já sabe que 80% dos ‘webinários’ fazem parte de um funil de vendas: o webinário (ou as três aulas do “minicurso gratuito”) é uma maneira de promover um produto. Quase ninguém dá conteúdo de graça sem ter um produto pra vender (bem, eu estou dando conteúdo e nem tenho produto pronto ainda). A Carol, que mencionei aí em cima, entrega MUITO conteúdo de graça desde antes de empacotar seu conhecimento em cursos presenciais. Mas isso é raríssimo. 
Bom, se seu inglês não estiver afiado, spoiler: dificilmente esses webinários ou minicursos gratuitos vão entregar conteúdo de qualidade pra você. Desses 40 minutos, uma boa parte será dedicada a autopromoção (usando o gatilho da autoridade, e também o da promoção do estilo de vida aspiracional para quem assiste), depoimentos, venda do produto, e talvez uns três slides sejam bem genéricos sobre o conteúdo que dá título ao webinar. As respostas MESMO estarão no produto.
Amiga. Amigo. Colega. Se você pensa em fazer um webinar, cobre logo pelo seu conhecimento e faça dele o seu produto. Webinar gratuito que não entrega conteúdo relevante mas que faz parte de funil de vendas é tão 2012…!



Por fim, este vídeo do Burger King mostrando um Whopper mofando em time lapse para provar que os sanduíches da rede não têm conservantes artificiais é genial. A trilha sonora (“What a difference a day makes”, com Aretha Franklin) merece uma menção especial. 


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Como entregar conteúdo para sua audiência sem prejudicar seu trabalho. A dica 4 é maravilhosa!

Opa.

Estamos de volta nesta série sobre produção de conteúdo, com este maravilhoso título cata-clique de site sensacionalista.

Lembra que comecei falando do básico do básico – a definição de público-alvo? Eu tinha planejado uma sequência – começar dando noções de marketing, falando de marketing de conteúdo, inbound marketing, planejamento, objetivos de marketing, curadoria – e QUER SABER?

Desisti. Vamos logo ao que interessa: se você não encontra tempo para atualizar seu site e redes sociais porque você é uma pessoa super atarefada, vamos resolver isso AGORA:

1) Separe um tempo só para isso

Você tem duas horas na segunda-feira de manhã? Na sexta à tarde? No domingo à noite? Cara, são só duas horinhas. Tire duas horas por semana pra isso. Amiga, isso é seu marketing. São suas vendas que estão em jogo. É sua reputação, é sua construção de autoridade. Duas horas de uma só vez não vão acabar com sua semana. Você vai produzir conteúdo para a semana INTEIRA. Isso não vai prejudicar o andamento do seu trabalho – pelo contrário, isso faz parte do seu trabalho.

Inclusive quando você tiver um pouco mais de prática, pode blocar 5h da sua agenda pra produzir um mês inteiro.

Claro que isso não vale para conteúdo urgente. Para notícias quentes. Para novidades. Para conteúdo que apareceu do nada. Mas aí é algo extra, você compartilha direto no Facebook, Twitter, LinkedIn ou stories em 5 minutos, e deixa pra fazer a análise no seu momento de produção semanal ou mensal.

O que importa é: tire um tempo APENAS para isso. Já expliquei aqui que produzir conteúdo é MUITO importante. Reserve este tempo. Vai ser melhor para seu negócio do que mais uma reunião.

(se você paga alguém pra fazer isso por você, não vai pensando que “opa, meu social media só leva duas horas pra produzir conteúdo, vou pagar menos ou exigir mais”, não. Lembre-se que seu social media precisa aprovar este conteúdo contigo. Precisa refazer. Precisa atender a demandas específicas suas. Precisa arrumar o vídeo ou as imagens que você quer. Precisa pesquisar sobre um assunto em que você é que é o especialista. VAMO COM CALMA AÍ)

2) O que vem primeiro? O texto ou as imagens?

O texto. FALO COM TRANQUILIDADE.

Primeiro que cada peça de conteúdo precisa ter um objetivo atrelado. Pode ser vender algo, agendar reuniões, reforçar o branding, atrair visitantes, informar sua audiência, entreter sua audiência… (tá vendo por que eu deveria falar de marketing antes? Ha ha). Então fica muito mais fácil você partir da legenda, do roteiro e do textão, escrever tudo de uma só vez, e só aí procurar as imagens adequadas.

O contrário – ver uma imagem bacana e pensar numa legenda interessante – costuma ser mais demorado.

Ok. Você é designer. Você trabalha com fotografia. Seu negócio é imagem e você quer postar um trabalho recente. Faça isso. Mas te garanto que pensar antes na legenda e a partir daí escolher uma imagem adequada facilita demaaaaissss seu processo. Acredite.

3) Tenha um banco de hashtags

Posts diferentes terão tags (no site, no YouTube) e hashtags (nas redes sociais) diferentes. Mas há aquelas hashtags fixas que têm a ver com o seu negócio. Já deixe todas separadas. É só copiar, colar, e acrescentar as específicas daquele post.

Lembre-se, no entanto, de sempre rever suas hashtags. Você sabia que o Instagram tem hashtags banidas? São hashtags que até funcionavam, mas alguém fez caquinha e postou o que não devia com elas. Então o Instagram diminui o alcance do post com aquela hashtag. É chato ficar rastreando periodicamente, pesquisando sempre, mas é necessário.

4) Reaproveite

Você é melhor escrevendo textões, gravando vídeos ou fazendo posts curtinhos?

Sou do textão!

Se você consegue escrever um texto enorme de uma só vez, escreva e publique no seu blog.

A partir daí, picote este conteúdo em partes! Este conteúdo pode render diversas citações que você pode publicar ao longo da semana nas suas redes sociais.

Ou pode ser publicado em parágrafos, também nas redes.

Ou pode virar vários posts no blog de uma vez só (com a vantagem de permitir links de um para o outro).

E ainda pode virar roteiro para um vídeo – acabando, assim, com o problema de não saber o que falar no vídeo.

Eu faço vídeo, vagabundo é a…

Então faça o vídeo.

O vídeo também rende diversas citações.

Os stills do vídeo podem virar imagens para outras redes.

Trechos do vídeo podem ser compartilhados.

Aliás, você pode postar seu vídeo no seu blog. Pode transcrevê-lo e postar em modo texto ou enviar por e-mail para seus assinantes.

Quer dizer: uma única peça de conteúdo pode ser desmembrada em várias.

Prefiro escrever pouco, mas ir direto ao assunto

Outra maneira ridícula de aproveitar conteúdo é postar no Twitter, tirar um print e centralizar numa story (desculpa, só consigo chamar ‘story’ no feminino) com um fundo qualquer (use o Canva pra isso).

Com a story salva, você reaproveita a imagem num post quadrado para os feeds do Instagram e Facebook.

Pronto.

“Não ter tempo” não é mais desculpa pra não criar conteúdo.

“E para publicar isso tudo? Tenho que publicar diariamente?”

Buffer. É gratuito até três redes sociais diferentes ou três páginas na mesma rede social. Planoly. Só pra Instagram (aí você deixa o Buffer pro LinkedIn e Twitter, já que o Facebook tem o recurso nativo de programar posts em páginas).

Ainda tem outras questões, como “preciso achar assunto, e que ainda por cima seja relevante”, “Mas tenho que postar todo dia?”, “Tá, já sei produzir conteúdo mas não tenho estratégia”. Calma. Vamos resolver isso.

Qual é a SUA questão?

Me conta. Quero te ajudar.

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MAD e o que uma revista de humor tem a ensinar sobre marketing

Chegamos ao meio do ano, e você já deve ter recebido uns cinco ou seis e-mails de newsletters que você assinou um dia na vida (pra baixar um conteúdo gratuito – quem nunca, né?) sugerindo não apenas que você faça uma retrospectiva do primeiro semestre, como também que você se planeje para atingir as metas do ano nesta segunda metade.

Eu sei que a gente tem que ver com ceticismo tudo o que a gente lê na internet, mas tá certo o coach e o empreendedor digital desta vez.

Mas hoje eu queria falar de outra coisa.

Eu queria falar de uma revista de humor que anunciou seu fim.

Vai lá, faz um chá, senta que o texto é grande – mas eu juro que vale a pena.

via GIPHY

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Talvez você não tenha lido a revista MAD, mas provavelmente já viu muitas capas:

Bem, eu devia ter uns 11 ou 12 anos quando era MUITO fã da MAD. Eu colecionava a MAD brasileira. Mais ou menos nesta idade, eu tinha um primo que trazia muamba do Paraguai. Uns lápis fofos, umas borrachinhas coloridas. Eu revendia prazamiga na escola e ganhava uns trocados. Também vendia por alguns centavos uns desenhos lindos que eu fazia e coloria. Quando fui aos Estados Unidos com meu avô aos 13 anos, fiz questão de trazer um exemplar da MAD gringa porque, né? A MAD. Veja bem: eu vender desenhos e muamba do Paraguai não caracterizou trabalho infantil em nenhum momento, porque tive uma infância privilegiada e porque aquilo nunca pagou as contas de casa. Sim. Não adianta falar de marketing e empreendedorismo sem falar de privilégios, mas isso já é outro papo.

Voltando à MAD. O humor da MAD era meio chulo, mas tinha um ou outro quadrinho bem interessante. O humor da MAD sempre fez troça de políticos de situação, sempre teve sátiras de produtos e eventos da cultura pop mainstream. A versão brasileira deixou de ser publicada desde 2017. Já a versão norte-americana, com uma trajetória que já dura quase 70 anos, acaba de ter seu fim próximo decretado. Escrevi um pouco sobre isso no Célula POP. Vai lá ler.

Enfim, eu nem lia mais a revista, mas seu fim leva a uma reflexão sobre novas formas de consumo de mídia. Muita gente culpando “a caretice das novas gerações”, mas as mudanças nas tecnologias de consumo de mídia têm papel MUITO MAIS RELEVANTE neste fim de ciclo.

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Faz uns 2, 3 anos, soube de um jornal brasileiro bem conhecido fechando as portas. O editorial deixava bem claro que a culpa era “da crise econômica”. Um jornal bom, de qualidade, porém com um site ruim e um projeto de “digitalização” que era um plugin de leitura de pdf não otimizado para celulares.

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Não dá pra menosprezar uma crise econômica. Mas dificilmente uma crise econômica acontece da noite para o dia. Assim como esta crise no consumo de mídias, que se estende há pelo menos uns 20 anos, desde quando as tecnologias digitais tornaram possível o compartilhmento de arquivos diretamente entre usuários. O Napster fez a indústria fonográfica rever o formato CD, o torrent fez a indústria audiovisual rever seus modelos de licenciamento e explorar mais o vídeo por demanda como plataforma de lançamento, a digitalização de livros ainda obriga o mercado editorial a se reinventar com as plataformas de leitura digital.

O público da MAD é jovem, nos Estados Unidos. 

O público da MAD não desgruda os olhos do celular. 

O público da MAD está no no Tik Tok, no Instagram e no Snapchat. O público da MAD curte youtubers jovens e joga jogos online. O público da MAD está mais voltado a livros do que a quadrinhos. O público da MAD curte mais Netflix, que é por demanda, do que assistir ao Warner Channel (a MAD é propriedade da DC Comics, que por sua vez é propriedade da Warner). O público da MAD gosta mais de interagir com o conteúdo do que de consumir passivamente.

via GIPHY

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A MAD, por trás da aparente falta de seriedade, tinha uma mensagem bem clara, emprestada do escritor Timothy Leary: “pense por você mesmo e questione autoridades”. As sátiras, as tiras, as dobradinhas, tudo na revista era feito no sentido de fazer aquele jovem questionar o que é consumido na mídia, na indústria, na política.

Podemos tirar duas coisas muito interessantes daí:

1) Independente de qual é o seu nicho de mercado, você precisa ter muito claro:

  • Quem é seu público-alvo.
  • Onde este público-alvo está.
  • Que mídias consome.
  • Como consome.
  • Que linguagens essas pessoas assimilam melhor.

E traçar uma estratégia para atingir essas pessoas.

Levar conteúdos úteis e relevantes, empacotados de forma que essas pessoas queiram acessar, nos canais que ela frequenta. Isso é marketing!

“E o que eu ganho com isso? Não é perda de tempo escrever um monte, gravar vídeos, dar conteúdo gratuito?”

Eu já disse aqui que não. 1: generosidade vende. 2: conteúdo produzido é sempre um ativo trabalhando a seu favor.

É óbvio que essa produção não precisa tomar um super tempo da sua atividade remunerada, especialmente se essa produção de conteúdo for difícil pra você, de alguma forma.

Não precisa de textão.

Uma imagenzinha feita no Canva e um texto curto de dois parágrafos.

Um link interessante.

Agende o envio.

Simplifique.

Mas leve sua mensagem até seu público. Mande por e-mail. Por Whatsapp. Publique no site, no Instagram, no Facebook ou no Twitter. Quebre um conteúdo grande em 5 pedaços. Faça um vídeo.

Mas faça.

Quando você não leva sua mensagem ao seu público – e, ao invés disso, simplesmente espera que ele chegue -, ele talvez nunca saiba o que você tem a dizer.

A outra lição é a seguinte:

2) Não invista recursos no que não traz retorno

Longe de mim dizer que você só tem que fazer na vida o que dá dinheiro. Logo eu, a rainha dos hobbies não-remunerados!

Retorno pode ser em prazer, em felicidade, em equilíbrio mental, tá? O conceito de retorno é MUITO AMPLO.

Isto posto, a Warner não quer investir na MAD, que é uma propriedade da DC (Detective Comics). E a DC está reformulando até a Vertigo, que é um dos seus melhores selos. A DC deu à Warner os melhores personagens e levou um banho da Marvel/Disney na hora de construir um *universo* com seus personagens. Imagina se a Warner vai investir na MAD, com toda a honra que uma revista com tanta história merece? Era pra ter app com os quadrinhos, era pra continuar a MAD TV no YouTube, era pra ter canal da MAD no Snapchat, era pra ter youtuber adolescente histérico comentando as tiras da MAD, era pra ter dobradinha sei lá como, mas se eles quisessem, teriam feito.

Não queriam.

Preferem investir no que dá retorno em vez de investir recursos para tornar rentável uma propriedade de nicho que foi negligenciada ao longo dos últimos anos.

É triste pra gente, que é saudosista.

Mas não vou me preocupar.

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E mesmo com tudo isso que eu te disse, lembre-se da mensagem que a Revista MAD pegou emprestada de Timothy Leary e adotou como lema: “pense por você mesmo e questione autoridades”

Pode me questionar. Adoro.

Um grande beijo e até a próxima!