Marketing

MAD e o que uma revista de humor tem a ensinar sobre marketing

MAD e o que uma revista de humor tem a ensinar sobre marketing

Chegamos ao meio do ano, e você já deve ter recebido uns cinco ou seis e-mails de newsletters que você assinou um dia na vida (pra baixar um conteúdo gratuito – quem nunca, né?) sugerindo não apenas que você faça uma retrospectiva do primeiro semestre, como também que você se planeje para atingir as metas do ano nesta segunda metade.

Eu sei que a gente tem que ver com ceticismo tudo o que a gente lê na internet, mas tá certo o coach e o empreendedor digital desta vez.

Mas hoje eu queria falar de outra coisa.

Eu queria falar de uma revista de humor que anunciou seu fim.

Vai lá, faz um chá, senta que o texto é grande – mas eu juro que vale a pena.

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Talvez você não tenha lido a revista MAD, mas provavelmente já viu muitas capas:

Bem, eu devia ter uns 11 ou 12 anos quando era MUITO fã da MAD. Eu colecionava a MAD brasileira. Mais ou menos nesta idade, eu tinha um primo que trazia muamba do Paraguai. Uns lápis fofos, umas borrachinhas coloridas. Eu revendia prazamiga na escola e ganhava uns trocados. Também vendia por alguns centavos uns desenhos lindos que eu fazia e coloria. Quando fui aos Estados Unidos com meu avô aos 13 anos, fiz questão de trazer um exemplar da MAD gringa porque, né? A MAD. Veja bem: eu vender desenhos e muamba do Paraguai não caracterizou trabalho infantil em nenhum momento, porque tive uma infância privilegiada e porque aquilo nunca pagou as contas de casa. Sim. Não adianta falar de marketing e empreendedorismo sem falar de privilégios, mas isso já é outro papo.

Voltando à MAD. O humor da MAD era meio chulo, mas tinha um ou outro quadrinho bem interessante. O humor da MAD sempre fez troça de políticos de situação, sempre teve sátiras de produtos e eventos da cultura pop mainstream. A versão brasileira deixou de ser publicada desde 2017. Já a versão norte-americana, com uma trajetória que já dura quase 70 anos, acaba de ter seu fim próximo decretado. Escrevi um pouco sobre isso no Célula POP. Vai lá ler.

Enfim, eu nem lia mais a revista, mas seu fim leva a uma reflexão sobre novas formas de consumo de mídia. Muita gente culpando “a caretice das novas gerações”, mas as mudanças nas tecnologias de consumo de mídia têm papel MUITO MAIS RELEVANTE neste fim de ciclo.

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Faz uns 2, 3 anos, soube de um jornal brasileiro bem conhecido fechando as portas. O editorial deixava bem claro que a culpa era “da crise econômica”. Um jornal bom, de qualidade, porém com um site ruim e um projeto de “digitalização” que era um plugin de leitura de pdf não otimizado para celulares.

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Não dá pra menosprezar uma crise econômica. Mas dificilmente uma crise econômica acontece da noite para o dia. Assim como esta crise no consumo de mídias, que se estende há pelo menos uns 20 anos, desde quando as tecnologias digitais tornaram possível o compartilhmento de arquivos diretamente entre usuários. O Napster fez a indústria fonográfica rever o formato CD, o torrent fez a indústria audiovisual rever seus modelos de licenciamento e explorar mais o vídeo por demanda como plataforma de lançamento, a digitalização de livros ainda obriga o mercado editorial a se reinventar com as plataformas de leitura digital.

O público da MAD é jovem, nos Estados Unidos. 

O público da MAD não desgruda os olhos do celular. 

O público da MAD está no no Tik Tok, no Instagram e no Snapchat. O público da MAD curte youtubers jovens e joga jogos online. O público da MAD está mais voltado a livros do que a quadrinhos. O público da MAD curte mais Netflix, que é por demanda, do que assistir ao Warner Channel (a MAD é propriedade da DC Comics, que por sua vez é propriedade da Warner). O público da MAD gosta mais de interagir com o conteúdo do que de consumir passivamente.

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A MAD, por trás da aparente falta de seriedade, tinha uma mensagem bem clara, emprestada do escritor Timothy Leary: “pense por você mesmo e questione autoridades”. As sátiras, as tiras, as dobradinhas, tudo na revista era feito no sentido de fazer aquele jovem questionar o que é consumido na mídia, na indústria, na política.

Podemos tirar duas coisas muito interessantes daí:

1) Independente de qual é o seu nicho de mercado, você precisa ter muito claro:

  • Quem é seu público-alvo.
  • Onde este público-alvo está.
  • Que mídias consome.
  • Como consome.
  • Que linguagens essas pessoas assimilam melhor.

E traçar uma estratégia para atingir essas pessoas.

Levar conteúdos úteis e relevantes, empacotados de forma que essas pessoas queiram acessar, nos canais que ela frequenta. Isso é marketing!

“E o que eu ganho com isso? Não é perda de tempo escrever um monte, gravar vídeos, dar conteúdo gratuito?”

Eu já disse aqui que não. 1: generosidade vende. 2: conteúdo produzido é sempre um ativo trabalhando a seu favor.

É óbvio que essa produção não precisa tomar um super tempo da sua atividade remunerada, especialmente se essa produção de conteúdo for difícil pra você, de alguma forma.

Não precisa de textão.

Uma imagenzinha feita no Canva e um texto curto de dois parágrafos.

Um link interessante.

Agende o envio.

Simplifique.

Mas leve sua mensagem até seu público. Mande por e-mail. Por Whatsapp. Publique no site, no Instagram, no Facebook ou no Twitter. Quebre um conteúdo grande em 5 pedaços. Faça um vídeo.

Mas faça.

Quando você não leva sua mensagem ao seu público – e, ao invés disso, simplesmente espera que ele chegue -, ele talvez nunca saiba o que você tem a dizer.

A outra lição é a seguinte:

2) Não invista recursos no que não traz retorno

Longe de mim dizer que você só tem que fazer na vida o que dá dinheiro. Logo eu, a rainha dos hobbies não-remunerados!

Retorno pode ser em prazer, em felicidade, em equilíbrio mental, tá? O conceito de retorno é MUITO AMPLO.

Isto posto, a Warner não quer investir na MAD, que é uma propriedade da DC (Detective Comics). E a DC está reformulando até a Vertigo, que é um dos seus melhores selos. A DC deu à Warner os melhores personagens e levou um banho da Marvel/Disney na hora de construir um *universo* com seus personagens. Imagina se a Warner vai investir na MAD, com toda a honra que uma revista com tanta história merece? Era pra ter app com os quadrinhos, era pra continuar a MAD TV no YouTube, era pra ter canal da MAD no Snapchat, era pra ter youtuber adolescente histérico comentando as tiras da MAD, era pra ter dobradinha sei lá como, mas se eles quisessem, teriam feito.

Não queriam.

Preferem investir no que dá retorno em vez de investir recursos para tornar rentável uma propriedade de nicho que foi negligenciada ao longo dos últimos anos.

É triste pra gente, que é saudosista.

Mas não vou me preocupar.

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E mesmo com tudo isso que eu te disse, lembre-se da mensagem que a Revista MAD pegou emprestada de Timothy Leary e adotou como lema: “pense por você mesmo e questione autoridades”

Pode me questionar. Adoro.

Um grande beijo e até a próxima!

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Como fazer seu conteúdo trabalhar para você

Como fazer seu conteúdo trabalhar para você

Oi!

Quanto tempo!

Há um tempão atrás, publiquei este lindo e-book sobre elaboração de projetos.

E, veja você: agora, mais do que nunca (especialmente se você for da área de cultura), você precisará reformular seus projetos e pensar mais em marketing. O que você vai oferecer para seus clientes, ou melhor, seus investidores, para convencê-los de que eles precisam apoiar seu projeto?

Você precisa atribuir valor ao seu projeto (ou ao seu produto. Ou aos seus serviços), de forma que compradores/investidores/apoiadores/clientes queiram se associar a ele, independente de ter ou não edital ou lei de incentivo.

E o valor, na verdade, não é algo concreto. É o preço, mas também é a percepção da relação custo-benefício. Então, não basta apenas definir o preço ou as cotas de patrocínio: você precisa convencê-los dessa relação custo-benefício. Geralmente, oferecendo algo em troca.

É um baita desafio. Eu já cantava essa bola antes: edital é legal, mas não dá pra depender de edital. A gente nunca sabe quais serão as políticas públicas para a área, ou os investimentos em editais de fomento.

A gente nunca sabe o dia de amanhã.

E o amanhã chegou. 🙁

Talvez você precise rever seu modelo de negócios. Talvez precise rever seu orçamento. Suas parcerias.

Mas talvez você também precise se promover melhor.

(minha amiga Carolina Barros pode te ajudar a se promover na internet, se você precisar)

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Veja bem: você tem um projeto maravilhoso, mas quem vai botar dinheiro nele talvez não saiba bem quem você é, o que fez antes ou se é capaz de entregar o que prometeu. Talvez seja seu primeiro projeto. Ou produto. Ou você esteja começando a vender seus serviços. Só anexar o currículo não adianta muito: “nossa, como assim ela fez tudo isso e eu nunca ouvi falar?”.

Sim. Se você for uma pessoa conhecida no seu nicho de atuação, fica muito mais fácil encantar seu cliente.

Não é à toa que quando uma marca quer vender um produto, ela apela para os influencers – aquelas pessoas super conhecidas que vendem qualquer coisa só de aparecerem no Instagram.

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Não estou dizendo para você fazer selfie na praia com a legenda “meu escritório é na praia #sextou #galera” pra vender seu produto. Bem, se for pertinente, também não vou dizer pra você não fazer. 😉

Mas você pode e deve se posicionar como autoridade no seu nicho de mercado.

Como?

Bem, eu posso apostar que você já conhece seu nicho de mercado. Que você é boa no que faz. Que você se dedica, que você estuda, que você sabe bem o que está fazendo.

Mas se ninguém souber disso, é como se você fosse o gato de Schrödinger.

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Ou aquela árvore que caiu, ninguém viu, não ouviu e ninguém sabe se caiu mesmo.

Quer ser vista como autoridade? O conteúdo que você publica no seu site, redes sociais e outros materiais de contato com seu cliente ou investidor pode te ajudar – e muito!

  • Seu currículo é muito bom, mas já experimentou contar sua história?
  • Já experimentou mudar a maneira de contar sua história, de modo a gerar conexão com sua audiência, e também a reforçar sua expertise?
  • Entregue conteúdo útil com consistência, e não apenas promovendo seus produtos ou serviços. Se der pra promover seus produtos e serviços, melhor ainda. Mas este conteúdo precisa ser útil.
  • Por útil, quero dizer que este conteúdo precisa resolver problemas da sua audiência.
  • Sim, você precisa saber quais são esses problemas.
  • Você também precisa saber onde seu público está. Centralize seus esforços em poucas plataformas. Pra que usar uma super estrutura de produção de vídeos se seu público estiver majoritariamente no Twitter, por exemplo?
  • Alimente suas redes sociais com conteúdo de qualidade, criando uma base de fãs e seguidores.
  • O conteúdo não é só o que você quer publicar, mas também o que seus fãs querem ver.
  • Por redes sociais, inclua também suas redes sociais offline: trabalho, faculdade, igreja, grupo de estudos, família, aula de dança… não tenha medo de dar conselhos e ajudar as pessoas por medo delas aprenderem a fazer tudo sozinhas e não quererem te contratar. Se você for boa mesmo, você vai ter clientes.
  • Dê presentes – materiais gratuitos para baixar, aulas online, descontos…
  • De preferência, presentes que seu público possa espalhar por aí. Pois aí sua marca será divulgada de graça.
  • Enxergue sua “concorrência” como potenciais parceiros. Porque é isso mesmo que eles são.
  • Divulgue quem faz um bom trabalho.
  • Colabore com outros projetos similares aos seus. Especialmente na internet, você pode escrever para outros sites, oferecer um seminário como bônus no curso digital de alguém em quem você confia, assinar um projeto em conjunto com alguém.
  • Lembre-se que a generosidade compensa.
  • Por último: nunca pare de estudar e de aprender. Renove-se. Recicle-se.

O que você não pode é desistir. Não agora.

Neste momento, a gente precisa resistir.

Vamos nessa. Conte comigo. Bora bombar esse negócio aí, colega.


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A criatividade que vem da crise

A criatividade que vem da crise

Crise é uma merda, mas é uma oportunidade

Imagina o cenário: seus clientes perderam clientes, apesar do ótimo trabalho que vocês têm feito. Todo mundo inseguro para contratar novos serviços ou comprar novos produtos. Mas seus boletos não param de chegar.
Novas estratégias. Novos produtos. Novos pacotes de serviços. Redimensionar seu produto ou serviço para caber no bolso do seu cliente sem te dar dor de cabeça. Criar produtos ou serviços específicos para quem está lucrando com a crise (não se iluda… seus boletos não param de chegar, mas tem gente ganhando com isso).
As possibilidades são muitas. 
Respire.
Faça cursos. 
Tem muito material na internet sobre empreendedorismo, criatividade e inovação. Tem muita groselha, tem muita gente atrás apenas do seu dinheiro, mas tem muita informação de qualidade circulando.
Se abra às possibilidades. Apresente novos modelos de negócios para seus clientes ou para você mesmo.
Vamos lá.
É possível.
Tamo junto.
😉

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Seja generoso e veja suas vendas aumentarem!

Seja generoso e veja suas vendas aumentarem!

Eu poderia falar um monte sobre energias, sobre retribuição do universo e sobre lei da atração enquanto tomo um café quântico e medito para alinhar o meu mindset com a abundância divina, mas a real é que estou falando de marketing mesmo: parcerias estratégicas, produtos ‘freemium’, marketing de conteúdo e marketing social. Me acompanha:

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Se há um consenso em qualquer mercado é o de que não cobrar – ou cobrar baixo demais – por um serviço especializado ou produto, além de gerar desconfiança (“como aquilo foi produzido? Como pode uma mão de obra especializada ou uma matéria prima de qualidade gerar um produto ou serviço tão barato?”), puxa os valores daquele mercado para baixo.

E, cara, às vezes não tem como competir com o preço cobrado pelo sobrinho que “mexe com mídias sociais” ou pela filha da sua amiga “que acabou de se formar e está fazendo [insira aqui o que você precisa] de graça para construir portfólio”. Ou ainda com os pequenos produtores de produtos físicos que não precisam pagar contas, fazem como hobby e, por isso, também vendem produtos praticamente a preço de custo – e você lá, embutindo as suas horas no valor para poder pagar suas contas, porque afinal o seu tempo precisa ser remunerado também e a escolinha do seu filho não se paga sozinha.

Então, sim, cobrar um valor digno por um produto ou serviço é fundamental.

Se seu público-alvo não puder pagar, das duas uma:

  1. Não é o seu público-alvo. Se o cliente busca apenas o preço e não enxerga o valor do seu trabalho, não perca seu tempo com ele, colega. Ele não é seu. Deixe-o ir e foque em quem importa. Eu, por exemplo, sei que meu serviço vale o preço que cobro, porque tenho know-how, especialização e uno experiência de mercado com disposição para me atualizar, mas às vezes você só quer preço baixo. O resultado é um site que você não consegue editar, uma campanha que não converte, uns textos que ninguém lê. Acontece.
  2. Ou então você precisa adequar a sua forma de produção *e* precificação para atender às necessidades daquelas pessoas cujo problema você pretende resolver, sem que isso represente a sua falência (porque não sabe cobrar por seu produto ou serviço) e nem a do seu cliente, que não pode ser ajudado pelo seu trabalho porque não conseguiu pagar. A mensalidade da escolinha é importante, mas você pode pensar num pacote acessível de serviços com uma remuneração justa para o tempo que você investiu – e que caiba no bolso do cliente; pode pensar em permutas ou em parcelamento. Se seu trabalho for bom mesmo, o cliente vai ver retorno.

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Por “adequar sua forma de produção”, quero dizer que entre outras maneiras de otimizar o seu trabalho e produtividade (um dia falo mais sobre isso aqui), você também pode ser generoso, abrir mão de ser fominha de trabalho e mandar jobs pra galera.

Um exemplo prático: eu que fiz meus sites. Poderia fazer um site para você? Poderia. Poderia oferecer construção de websites na minha lista de serviços prestados? Poderia. Preciso pagar minhas contas? Preciso. Mas não sou programadora, existe um nível de customização que não dou conta de fazer – e, sinceramente, não tenho a cara de pau de te oferecer um site naquela plataforma de construção de sites “super intuitiva” que não vai te atender 100% (você talvez ache lindo, mas eu SEI que não vai te atender 100%, porque uma das minhas especialidades é planejamento, e eu sei que tem funcionalidade que essas plataformas não comportam e você vai precisar de um programador para executar).

Minha maneira de otimizar minha produção é me associar a alguém que vá fazer seu site com um pé nas costas, investindo muito menos tempo – e fazendo muito melhor. Mesma coisa com projetos gráficos complexos ou com campanhas de Adwords. Como você confia em mim e não conhece meus parceiros, eu te entrego o planejamento e monitoro toda a execução do projeto de perto. Mas não executo.

Porque eu posso até fazer, como fiz meu site pessoal e o site profissional. Mas vou demorar. Vou apanhar de códigos. Dependendo do template, vou apanhar para adicionar um widget de busca ou redimensionar seu logotipo. Vou gastar um tempão fazendo. E vou ter que cobrar por esse tempo, porque a mensalidade da escolinha da minha filha não se paga sozinha. Vai sair caro e meia-boca. Passar o trabalho adiante é bom para todos nós:

  • Pro cliente, que vai ter alguém especializado executando o serviço da maneira como planejamos, mais rápido e mais barato;
  • Pra mim, que não vou perder tempo demais com tarefas que não sei desempenhar com muita facilidade, e posso focar em trabalhar objetivamente em projetos mais adequados;
  • Pro desenvolvedor/designer/analista de adwords parceiro, porque eu mandei jobs.

Todos ganhamos. A economia do futuro é colaborativa. Yeah!

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Tem coisa que a gente dá de graça (opa!).

Eu compartilho conhecimento de graça. Porque gosto, porque acho que informação e conhecimento precisam circular. Se cobro, cobro pelo meu tempo investido organizando esse monte de conhecimento acumulado ou passando esse conhecimento para você. Se eu não precisar ir até onde você está, inclusive, posso cobrar até mais barato. Dependendo da situação, nem cobro. 

Também tem coisa que parece de graça porque você não tem que pagar por isso, mas eu estou ganhando. Por exemplo, quando você se cadastra para receber meu e-book gratuito sobre como elaborar um projeto, ou quando baixa (sem cadastro algum) um material que elaborei com ideias do que postar em suas redes sociais. Eu ganho mais um endereço no mailing, eu ganho mais gente compartilhando o nome da minha empresa, eu ganho mais gente compartilhando meu trabalho.


Foto por Simon Maage no Unsplash

Claro que não posso entregar toda a minha produção de graça. Porque o condomínio e o IPTU são que nem a escolinha da minha filha e também não se pagam só com reputação. Mas mesmo um texto como este que você está lendo pode ser bom nós dois ao mesmo tempo – você vai ler, gostar, dividir com seus contatos (vai ser bom para eles) e assim nós mantemos a chama da economia do compartilhamento acesa.

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O que você pode dar (opa!) de graça sem ir à falência? Eu sugeriria algo digital – a menos que a logística de produção e distribuição de brindes e amostras grátis seja fácil para você. Um e-book, uma versão com menos funcionalidades de um software, um mini-curso gratuito, um molde (se o seu negócio tem a ver com moda ou artesanato)… são muitas opções, e que podem fugir do lugar comum. Qualquer coisa, me chama pra pensar contigo. Sou boa nisso.

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Mas não chama aquela série de três vídeos que levam a um curso de R$ 4 mil de “mini-curso gratuito” não, que isso não engana ninguém. Chama logo de “fórmula de lançamento do Jeff Walker”. É mais honesto.

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Dar conteúdo de graça, aliás, é marketing.

Você tem um negócio. Você precisa comunicar seu produto ou serviço para quem se beneficiará dele. Entregar conteúdo relevante para este público é uma maneira de se manter relevante para essas pessoas. Em vez de só postar sua agenda de eventos, fotos dos seus produtos ou frases motivacionais, você pode elaborar um conteúdo informativo ou educativo que ajude a resolver os problemas do seu público-alvo. Tem gente que fala daquela regra “80-20” (80% conteúdo útil, 20% promoção pura e simples), mas aqui a gente é rebelde, rapá: regras existem para serem quebradas. Dependendo de como este conteúdo for apresentado, até a promoção do seu produto (ou serviço) pode ser interessante e útil para sua audiência.

E você nem precisa ser um super redator, não: você pode fazer apenas uma curadoria de links úteis em sites de terceiros, com uma chamadinha curta. Pode fazer vídeos curtos com seu celular mesmo. Se você tiver uma periodicidade regular, melhor ainda, porque seu público sabe que pode contar contigo. E seu cliente vai pensar “pô, esse cara me ajuda à beça, vou até comprar essa calça”. Ou “essa mulher tem uns insights interessantes, posso contratar os serviços dela para me ajudar”. Reputação é um ativo intangível maravilhoso e é possível ajudar pessoas com conteúdo útil.

Marketing de conteúdo funciona. Acredite. Não é fanfic. Eu estava lá, eu era este cliente. E em outro momento, passei a ser também a pessoa contratada. Aliás, meus serviços de produção de conteúdo estão pra jogo. Aproveita.

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O retorno da generosidade pode ser financeiro, como quando você usa o conteúdo gratuito como parte de uma estratégia de lançamento baseada na fórmula do Jeff Walker (pronto, te entreguei o ouro: compre o livro e economize milhares de reais daqueles cursos de ‘Fórmula de lançamento’), ou pode vir em forma de reputação – que num primeiro momento não paga contas, mas ao longo do tempo pode se converter em clientes e fãs. E você nem precisa ajudar diretamente seus clientes com conteúdo e produtos (embora mimar fãs seja lindo, uma forma de agradecer todo o carinho e incentivos que eles nos dão diariamente): você pode e deve, sim, fazer filantropia. Pode ajudar pessoas com necessidades, pode fazer trabalhos pro-bono, pode ajudar financeiramente instituições, liderar e divulgar campanhas de cunho social. É legal e as pessoas gostam. Generosidade vende.

Claro que fazer isso só porque é bom para a reputação é um erro. Não há reputação que sobreviva ao caô.

Você vai fazer isso porque acredita na causa, porque acredita na bondade, na filantropia, acredita que juntos podemos nos ajudar.

Mas, olha, vou te contar um segredo (que eu espero que você já saiba): seus maiores embaixadores são seus clientes internos. Se seus funcionários não recebem o suficiente para pagar o aluguel (faça você as contas e me diga se consegue viver com o salário que paga a eles), se seus fornecedores levam calote, não adianta muito doar para projeto social que sua reputação já está comprometida.

Por outro lado, sabe o que acontece com empresas inovadoras, generosas com seus funcionários, que remuneram bem e têm políticas de incentivo à diversidade, incluindo promoção, inclusão e retenção de talentos que normalmente são descartados pela entrevista com o RH?

Isso aí.

Ganham prêmios, reconhecimento… e sua assessoria de imprensa tem o que dizer. Então a mágica acontece:

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Se este artigo te trouxe algum insight sobre marketing e comunicação, seja generoso e compartilhe. 🙂  

E se estiver precisando de uma forcinha no seu negócio, me chama.

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CRIATIVO Blog Planner

CRIATIVO Blog Planner

“Compreender tudo o que você precisa fazer e saber para construir um blog e negócios pode ser desafiador e esmagador. Um dos grandes problemas do empreendedor criativo é conhecer e reconhecer as suas dificuldades e talentos, mas principalmente conseguir organizar o seu projeto digital.”
CRIATIVO Blog Planner

 

“Lia, você faz sites?”

Olha. Sempre sinto arrepios quando ouço essa pergunta. E sempre respondo na maior sinceridade: fiz os meus. E só faço os seus se você for, assim, MUITO amigo pessoal.

Enquanto parte de uma estratégia de comunicação, eu faço o PLANEJAMENTO do seu site, sim. Eu acompanho todo o processo de homologação do seu site, reviso para garantir que foi feito tal qual planejado. Seu site vai atender a todas as necessidades atuais e futuras da empresa. Seu site será o melhor site do mundo, porque eu praticamente DESENHO pra quem for executar. Mas não sou programadora, sempre faço questão de frisar. Então eu não faço site: eu terceirizo para outra pessoa ou equipe, de acordo com as orientações de planejamento que eu criar em parceria com você e atendendo às necessidades do seu negócio.

Entendo de html, mudo uma ou outra tag do código, corrijo muito código malfeito, aliás. Pesquiso e bato cabeça para customizar layouts que não têm customização pelo painel. Mas Css não é minha especialidade. Como também confesso que sei comprar o domínio pelo WordPress, mas se o domínio estiver registrado e tiver que configurar o DNS no seu servidor, vou apanhar muito até fazer. Faço. Mas apanho.

Por isso gosto de recomendar o trabalho de pessoas competentes que fazem isso com muito mais facilidade do que eu – e ainda sai mais em conta para você, cliente, já que a pessoa faz em meia hora o que eu preciso de seis para fazer.

A Michelle Paese configurou o domínio dos meus sites pessoais; recuperou a senha de um site corporativo; deu consultoria de WordPress pra um monte de gente; e lançou, junto com o Pedro Lopes, o CRIATIVO Blog Planner.

É um planner de conteúdo, sim, mas também é uma super ferramenta para entender o propósito do seu negócio (que está alinhado ao SEU propósito de vida), para construir seu plano de marketing, seu planejamento financeiro, plano de atendimento e muito mais. E a versão full ainda tem vários bônus – entre eles, os super úteis manuais do usuário de WordPress, de Canva e do MailChimp!

E por um preço que cabe direitinho no bolso de pequenos empreendedores que estão apanhando para ampliar suas presenças digitais.

CRIATIVO Blog Planner

Compre aqui o CRIATIVO Blog Planner

(O link acima é um link de afiliado. Sim, eu ganho uma pequena comissão em cima do produto que você comprar. Mas eu mesma já comprei o CRIATIVO Blog Planner e recomendo, porque já estou usando e porque conheço e adoro o trabalho da Michelle)

Espero que você goste do material e dos bônus que você receberá ao longo do ano.

E se precisar de alguém para desenvolver seu conteúdo, me chama.

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O que postar nas redes sociais?

Se você gerencia as redes sociais da sua empresa ou se você se preocupa com seus rastros digitais e está tentando construir a sua marca, pode ser que você tenha algum bloqueio criativo de vez em quando. Quem nunca, não é mesmo?

Compilei aqui nesta imagem (clique para vê-la em tamanho decente para dar leitura) várias ideias de posts, para que você nunca fique sem conteúdo:

37 ideias de conteúdo para suas redes sociais + umas dicas

37 ideias de conteúdo para suas redes sociais + umas dicas.

 

Não se esqueça: redes sociais são SOCIAIS, ou seja, pressupõem diálogo e troca de informações! De nada adianta esse trabalho todo se você não interagir com sua audiência, seus fãs e seguidores.

 

Precisa de conteúdo para seus canais de comunicação ou materiais de treinamento? Entre em contato!

 

 

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Dicas de marketing: mailing qualificado

Dicas de marketing: mailing qualificado

Mais vale um mailing com 70 pessoas que realmente se importam com as informações que você envia, do que 8 mil endereços que nem se dão ao trabalho de abrir seu e-mail.

E pior: destes 8 mil, quantos são válidos? Quantos já te denunciaram como spam há muito tempo? Quantos estão ativos?

Fazer sua lista crescer é lindo.

Fazer sua lista crescer sem opt-in, adicionando qualquer um, usando táticas questionáveis e aproveitando mailing alheio é um tiro no pé. Servidores de e-mail marketing têm reputação medida pela quantidade de emails inválidos enviados, pela quantidade de bounces na entrega da mensagem (e podem cair em blacklists), assim como seu endereço ou sua conta.

Precisa conversar sobre isso? Dá um toque. Sou toda ouvidos.

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