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Fevereiro já é logo ali: hora de planejar suas redes sociais!

FEVEREIRO JÁ ESTÁ AÍ e não quero ninguém chorando que perdeu a chance de produzir uns posts bacanas de carnaval – seja pra entreter os seguidores, seja pra avisar que não vai funcionar no feriado – por falta de planejamento.

Ainda que você decida suas pautas ou seus posts no melhor estilo “deixe a vida me levar, vida leva eu”, você já pode prever algumas datas importantes (além, é claro, dos seus próprios eventos).

  • 2 de fevereiro: Dia de Iemanjá, Dia da Marmota (lembra do filme “Feitiço do Tempo”?) e Dia Mundial de Tocar seu Ukulele 
  • Entre 3 e 10 de fevereiro: Volta às aulas. Qualquer que seja seu nicho, SEMPRE dá pra fazer um post de volta às aulas.
  • 3 de fevereiro: aquele triste dia em que Richie “La Bamba” Valens, Big Bopper e Buddy Holly morreram no avião (foi em 1959)
  • 4 de fevereir
  • o: Dia Mundial Contra o Câncer 
  • 9 de fevereiro: Dia do Surfe
  • 11 de fevereiro: início da Semana de Arte Moderna de 1922
  • 12 de fevereiro: Dia de Darwin
  • 15 de fevereiro: o carnaval nem começou mas já está todo mundo desidratando no bloco – aproveite para fazer umas fotos bacanas para ilustrar seus posts pré-programados de carnaval 
  • 21 de fevereiro: sexta de carnaval e meu aniversário. \o/ Meu, da Nina Simone, da Anaïs Nin e do Manifesto Comunista
  • 24 de fevereiro: dia mundial do bartender e dia nacional do RPG (o jogo, e não a reeducação postural)
  • 26 de fevereiro: quarta-feira de cinzas
  • 27 de fevereiro: dia do Poké
    mon
  • 28 de fevereiro: Dia da Fada do dente 
  • 29 de fevereiro: só acontece uma vez a cada quatro anos.

Há muitas outras datas comemorativas em fevereiro (algumas bem aleatórias, até), mas com essas aí você já consegue alimentar suas redes com certa regularidade, intercalar seus posts normais com eventos curiosos, se programar para tirar a semana para descansar ou ainda ter ideias, caso esteja sem (o que eu DU-VI-DO).

Meu fluxo pessoal de produção de conteúdo é: 

  1. Escreva a legenda
  2. Só depois encontre ou produza a imagem 

Claro: se você é fotógrafa, designer ou tem imagens muito boas que quer compartilhar, use a imagem como referência. Mas geralmente funciona bem escrever primeiro, porque escrever uns seis, sete posts de uma sentada só quando se tem os temas é muito mais fácil – depois é só correr atrás da produção das imagens. Na pior das hipóteses, um fundo com texto ou uma foto de banco de imagens resolvem.

 (se você tem um blog, eu sugeriria primeiro escrever no blog para, a partir deste post, desmembrar seus parágrafos em textos diferentes e citações para mídias sociais).

Se você não quiser trabalhar no feriadão, vale a pena deixar tudo programado com antecedência. Não ganho nada pra indicar para vocês minhas ferramentas favoritas:

  1. Buffer: até três redes sociais é gratuito. Permite agendamentos. Não agenda stories. Publica automaticamente no Instagram, mas talvez valha a pena usar o Buffer para Facebook, Linkedin e Twitter, outro app apenas para Instagram, e usar o Pinterest manualmente.
  2. Etus e MLabs: ambos são serviços pagos por preços como menos de R$ 10 mensais apenas para agendamento (em TODAS as redes sociais, incluindo stories), e cerca de R$ 25 por mês se você quiser relatórios e estatísticas de acesso. O suporte do MLabs é limitado (só vai até as 17h), o do Etus é 24h.
  3. Tailwind: publica apenas no Instagram, permite agendamentos, mas você precisa autorizar a publicação na hora, pelo celular.
  4. Planoly: permite publicação e agendamento apenas no Instagram e Stories. Oferece banco de imagens gratuitas e planejamento de gride. Facebook, somente no plano pago. Oferece app integrado de edição de stories (o Stories Edit), mas achei pesado, prefiro usar o Canva pra fazer os stories e importar para lá.

No mais, tô aqui para o que você precisar. 

Não, nem todo negócio tem que estar no Instagram. Aliás, não TEM QUE nada. Seu negócio, suas regras.

Minha dentista é maravilhosa. Patrícia é o nome dela. Atende aqui em Niterói.

Outro dia eu estava com a boca toda torta de anestesia durante um tratamento de canal, e ela me contava de uma pessoa “de marketing” que sugeriu que ela contratasse um pacote com redes sociais e o cadastro num desses diretórios online de consultórios de saúde.

– Lia, eu fiquei tão na dúvida… você acha que eu devia fazer?

– Fatrifia, fofê mefma me dif que fua agenda eftá lotada e que fofê não confegue nem firar um cofhilo. Fe não é fra afrair nofof clienshef, fra quê infeshif fhemfo e finheiro nifo?

(eu parecia o Dinofauro falando)

– É, faz sentido.

– Como of clienshef fhegam ao confulfóio?

– Por indicação. Eu nem acho legal vir gente desconhecida aqui, todo mundo é amigo ou parente de alguém que já veio.

– Enfão fofê shá fave a refpofta…!

Na semana seguinte, sem anestesia (consequentemente sem o risco de morder a língua), até comentei que se ela quisesse muito investir em marketing agora pra se prevenir de baixo movimento no futuro, pode começar apenas com um relacionamento com os clientes já existentes: pedir para a secretária incluir os contatos em uma planilha, datas de aniversário, última consulta e o tratamento que veio fazer, e criar uma rotina de felicitações por datas importantes e lembretes de revisão.

Mas perder tempo criando conteúdo para redes sociais? Ou gastar dinheiro pra investir nisso, com alguém que ela nem sabia se criaria conteúdo persuasivo o suficiente para converter? E, se converter, trazer clientes novos e aumentar ainda mais a demanda?

Nem sempre vale a pena.

Foca no que importa:

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Rede social, colega, é pra se conectar em rede e ter comportamento social.

Parece óbvio, mas cansei de ver gente dizendo que “tenho LinkedIn mas nunca arrumei trampo por lá” (ou a variação “tenho página no LinkedIn mas pouquíssima gente curte”), mas também nunca compartilhou nada relevante para sua rede de contatos, não interage com sua rede, não compartilha os próprios posts da sua própria empresa (clássico!), não dá um parabéns quando vê que o colega está num trabalho novo numa empresa maneira.

Aí fica difícil, colega.

Difícil, inclusive, pra mim, que tenho que explicar o óbvio: que “rede social é pra se conectar em rede e ter comportamento social”.

Mas seguimos na luta.

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E se não for pra se conectar em rede e ser social, nem perca seu tempo, nem pague alguém pra “fazer um post no Instagram a cada 15 dias porque a verba é pouca”.

Com o dinheiro que você pagaria um profissional pra fazer só isso, se você estiver no Rio ou em Niterói, você manda alguém da equipe no workshop que vou dar no Cria Coworking no dia 26 de outubro.

Será uma imersão de dia inteiro de Marketing e Produção de Conteúdo (com pausa para almoço), mas dá pra escolher a la carte – Fundamentos de Marketing pela manhã, intensivo em Produção de Conteúdo à tarde.

Porque depois de quase 20 anos produzindo conteúdo para os mais variados segmentos e mídias, acho que está mais do que na hora de dividir o que sei com vocês.

Mas vou continuar publicando conteúdo pra você por aqui, mesmo que você não possa vir. Porque é isso: conhecimento a gente compartilha.

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Essa semana teve um dia que fiquei até umas 2h da manhã tentando conter uma invasão de bots no meu site e minha filha de dois anos acordou querendo brincar. MAMAIN JOGA BOLA COMIGO, MAMAIN. E eu com ela num braço e usando a outra mão pra digitar pro cara do suporte do provedor, e caindo de sono, e MAMAIN JOGA BOLA COMIGO, MAMAIN.

Joguei um pouco de bola. Contive a invasão. Bebi 3 litros e meio de água no dia seguinte pra ver se minha disposição melhorava.

Tem horas que a gente simplesmente entrega pros deuses e confia que vai dar tudo certo.

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Bom, você já sabe como criar conteúdo para vários dias a partir de uma única peça de texto ou vídeo. Já sabe que pode deixar tudo programado em gerenciadores de conteúdo, como o Buffer, Planoly, Hootsuite, Tailwind ou até mesmo com recursos nativos (como o do Facebook).

Mas talvez você ainda não tenha feito o básico do básico, que é botar no papel (ou botar numa planilha, ou num documento, numa apresentação, o que quer que seja) quais são seus objetivos.

Você quer divulgar seu trabalho? Mas por que você quer divulgar seu trabalho? Porque você quer vender, certo? Você precisa se posicionar de forma diferente no mercado pra poder aumentar seus preços? Você quer público pagante para um evento ou projeto? Do que você precisa?

A partir daí, você precisa de uma estratégia. Eu já te disse que você não tem como falar com todo mundo, então vamos lá: ONDE seu público está? Como chegar nessas pessoas? Que tom e que voz usar para falar com essas pessoas? Que assuntos abordar? Em que formatos? Qual a periodicidade?
Lembre-se que redes sociais são LINDAS (mentira, tem vezes que só dá chorume rs), mas que ninguém vai esbarrar no seu conteúdo tipo “OPS ACHEI ISSO AQUI” se você não tiver uma estratégia:

  • Vale usar hashtags relevantes
  • Vale pagar pra impulsionar posts que realmente digam alguma coisa para sua audiência em potencial e deem vontade de visitar seu perfil e ser sua amiga pra sempre
  • Vale estratégia com influenciador MAS VÊ LÁ se não vai pegar influenciador nada a ver (tipo, grandes bosta ter 100 mil seguidores se quase nenhum é da sua cidade e seu produto ou serviço é apenas local)
  • Vale criar memes que falem diretamente sobre as dores do seu público-alvo
  • Vale fazer um monte de meme bosta, mas se acertar UM já valeu todo o esforço
  • Vale sair da internet e ir para a rua, para feiras, para eventos, botar a cara no sol, dar amostras do seu trabalho (até onde não tomar demais seu tempo remunerado), mas sempre com cartão de visitas e aquele material bacana pra chamar as pessoas para os seus canais
  • Vale inclusive pedir ajuda (“curtam, compartilhem, repassem”), porque pedir é uma arte.

O que não vale é sair fazendo qualquer m****.

Tenha uma estratégia de conteúdo baseada nos seus objetivos de marketing e no comportamento do seu público-alvo.

Não precisa ser nada muito complexo, não. E pode, inclusive, sofrer adaptações ao longo do tempo.

Mas precisa ser algo que você realmente use como referência na hora de produzir conteúdo.

E a gente vai falar mais sobre isso em breve. 😉

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E aí? Você está gostando desses e-mails? Posso melhorar? Como? Sobre o que você quer saber?

Sobre consistência e regularidade

Oi. Achou que eu não voltaria mais com esta série sobre produção de conteúdo, certo?

ACHOU ERRADO, AMADA!

Mas em uma coisa você está certíssima: eu não devia ter feito o que fiz contigo. Comecei com uma regularidade quase diária, sumi sem avisar, e com isso traí sua confiança. Você não sabe mais o que esperar de mim.

Bom, vamos estabelecer os parâmetros da nossa relação aqui, então? Enquanto eu tiver assunto, prometo aparecer pelo menos uma vez na semana. Duas, se eu estiver com tempo sobrando.

E este é nosso aprendizado #1 desta semana: você NÃO precisa entregar conteúdo todo dia, mas precisa, sim, ter consistência e manter uma regularidade que sua audiência consiga prever.

Claro, nas redes sociais o ideal é estar presente diariamente, várias vezes ao dia. Mas nem sempre você tem tempo pra produzir ou verba pra pagar alguém pra fazer isso. Aliás… nem sempre você tem ASSUNTO. E se não for pra entregar conteúdo útil para sua audiência, é melhor nem entregar. Senão é perda de tempo (seu, de produzir algo que não tem relevância), de dinheiro (porque você poderia estar usando seu tempo precioso para atividades remuneradas), de energia, e produz um monte de lixo digital.
Existem umas periodicidades que funcionam e não enchem muito o saco, a saber:

  • E-mail: de uma vez por semana a uma vez por mês. Mais do que isso, apenas se for algo realmente útil para seu público-alvo – uma promoção irresistível de algo que sua audiência CERTAMENTE precisa. Promoções cheias de gatilhos mentais para tentar convencer sua audiência da relevância de algo inútil que você vende a preços exorbitantes ou aqueles webinários sarapa em sequência que todo mundo já sacou que são funil de venda de fórmula de lançamento de algum produto raramente entregam conteúdo útil. Aliás, se precisa de “gatilhos mentais persuasivos” pra convencer alguém, dificilmente é útil.
  • Blog: tanto faz, o blog é seu, mas tente alimentá-lo pelo menos quinzenalmente. Ao menos tente. Tentar não custa.
  • Instagram, Facebook e LinkedIn: diariamente. Se não der pra fazer diariamente, umas duas ou três vezes na semana é ok. Uma vez na semana é pouco, porque a menos que o post tenha engajamento durante a semana inteira, ele vai perdendo visibilidade – e até você voltar a ter relevância pode demorar.
  • YouTube: depende seu canal é sua mídia principal ou se é apenas mais uma mídia de suporte a conteúdos espalhados por aí. Se for apenas suporte, ok, cuide das outras redes. Se for seu principal ponto de contato com seu público, tente publicar ao menos semanalmente e num dia e horário fixo.
  • Twitter: não há limites, mas muitos tweets seguidos podem floodar a TL do cidadão. Se forem sobre assuntos correlatos, tente organizá-los em uma única thread.
  • TikTok: não há limites.
  • Stories no Instagram, Facebook e Snapchat: não há limites. Pode fazer quantos quiser, diariamente. Se possível, use também este recurso no Instagram para promover também seus próprios posts e vídeos do IGTV – assim, quando o engajamento estiver começando a cair, você vai lá e reativa a audiência.

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Hoje, 1º de outubro, é o Dia Internacional do Café.


E para você esta data pode não ser importante, mas pra mim tem um significado especial: café é fonte de alegria, energia e amor. Café não julga. Café está sempre ali quando precisamos. <3

E eu só sei disso porque me dei ao trabalho de montar O MELHOR calendário de conteúdo. Não apenas datas comemorativas, mas também dicas diárias do que postar, com base em comportamentos da audiência; alertas para início de planejamento de campanhas; alertas para e-mail marketing; alertas, alertas, alertas!

Levei um tempão para montar isso, mas valeu cada segundo.

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aprendizado #2 é: não faça que nem eu, que passei a semana passada inteira pedindo desculpas pelos e-mails duplicados. ORGANIZE A P**** DO SEU MAILING.

Aproveite e segmente seus contatos para entregar conteúdos específicos para cada grupo. Ter uma gestão de clientes e de prospects nunca é demais. Aliás: ter uma gestão de clientes e prospects é FUNDAMENTAL. Imagine que você SABE quando o produto que você vendeu está acabando. Ou que você lembra que já está novamente na hora do seu cliente começar a pesquisar fornecedores para um determinado evento. Ou que você tem todos os aniversários à mão. Se você não fez isso ainda, faça. Faça logo.

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A gente tem que se reinventar todo dia

Todo.santo.dia.

O mercado está instável, sempre tem um moleque que faz o que eu faço pela metade do preço (ainda que o meu valor seja alto, porque eu entrego resultados), e na real nem eu quero fazer trabalho meia-boca pra compensar preço baixo.

Eu já expliquei aqui: prefiro te contar como funciona meu trabalho e te dar subsídios pra FAZER como eu faço, ou pelo menos pra fazer parecido, pra conseguir melhorar suas vendas, sua visibilidade, começar a ganhar ALGUM dinheiro e poder terceirizar sua comunicação (aí você me contrata. Ha ha. Ha ha). Ou pra você que já trabalha com isso, mas tá #SemTempoIrmão, e precisa dar um jeito de melhorar esse fluxo de criação aí.

Então resolvi fazer isso presencialmente também. Por enquanto é só aqui em Niterói, mas com passagem e um lugar amigo pra ficar, posso ir pra qualquer lugar do mundo.

Segue a agendinha:

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Gostou do que leu aqui? Compartilhe, compartilhe como o vento!

Como entregar conteúdo para sua audiência sem prejudicar seu trabalho. A dica 4 é maravilhosa!

Opa.

Estamos de volta nesta série sobre produção de conteúdo, com este maravilhoso título cata-clique de site sensacionalista.

Lembra que comecei falando do básico do básico – a definição de público-alvo? Eu tinha planejado uma sequência – começar dando noções de marketing, falando de marketing de conteúdo, inbound marketing, planejamento, objetivos de marketing, curadoria – e QUER SABER?

Desisti. Vamos logo ao que interessa: se você não encontra tempo para atualizar seu site e redes sociais porque você é uma pessoa super atarefada, vamos resolver isso AGORA:

1) Separe um tempo só para isso

Você tem duas horas na segunda-feira de manhã? Na sexta à tarde? No domingo à noite? Cara, são só duas horinhas. Tire duas horas por semana pra isso. Amiga, isso é seu marketing. São suas vendas que estão em jogo. É sua reputação, é sua construção de autoridade. Duas horas de uma só vez não vão acabar com sua semana. Você vai produzir conteúdo para a semana INTEIRA. Isso não vai prejudicar o andamento do seu trabalho – pelo contrário, isso faz parte do seu trabalho.

Inclusive quando você tiver um pouco mais de prática, pode blocar 5h da sua agenda pra produzir um mês inteiro.

Claro que isso não vale para conteúdo urgente. Para notícias quentes. Para novidades. Para conteúdo que apareceu do nada. Mas aí é algo extra, você compartilha direto no Facebook, Twitter, LinkedIn ou stories em 5 minutos, e deixa pra fazer a análise no seu momento de produção semanal ou mensal.

O que importa é: tire um tempo APENAS para isso. Já expliquei aqui que produzir conteúdo é MUITO importante. Reserve este tempo. Vai ser melhor para seu negócio do que mais uma reunião.

(se você paga alguém pra fazer isso por você, não vai pensando que “opa, meu social media só leva duas horas pra produzir conteúdo, vou pagar menos ou exigir mais”, não. Lembre-se que seu social media precisa aprovar este conteúdo contigo. Precisa refazer. Precisa atender a demandas específicas suas. Precisa arrumar o vídeo ou as imagens que você quer. Precisa pesquisar sobre um assunto em que você é que é o especialista. VAMO COM CALMA AÍ)

2) O que vem primeiro? O texto ou as imagens?

O texto. FALO COM TRANQUILIDADE.

Primeiro que cada peça de conteúdo precisa ter um objetivo atrelado. Pode ser vender algo, agendar reuniões, reforçar o branding, atrair visitantes, informar sua audiência, entreter sua audiência… (tá vendo por que eu deveria falar de marketing antes? Ha ha). Então fica muito mais fácil você partir da legenda, do roteiro e do textão, escrever tudo de uma só vez, e só aí procurar as imagens adequadas.

O contrário – ver uma imagem bacana e pensar numa legenda interessante – costuma ser mais demorado.

Ok. Você é designer. Você trabalha com fotografia. Seu negócio é imagem e você quer postar um trabalho recente. Faça isso. Mas te garanto que pensar antes na legenda e a partir daí escolher uma imagem adequada facilita demaaaaissss seu processo. Acredite.

3) Tenha um banco de hashtags

Posts diferentes terão tags (no site, no YouTube) e hashtags (nas redes sociais) diferentes. Mas há aquelas hashtags fixas que têm a ver com o seu negócio. Já deixe todas separadas. É só copiar, colar, e acrescentar as específicas daquele post.

Lembre-se, no entanto, de sempre rever suas hashtags. Você sabia que o Instagram tem hashtags banidas? São hashtags que até funcionavam, mas alguém fez caquinha e postou o que não devia com elas. Então o Instagram diminui o alcance do post com aquela hashtag. É chato ficar rastreando periodicamente, pesquisando sempre, mas é necessário.

4) Reaproveite

Você é melhor escrevendo textões, gravando vídeos ou fazendo posts curtinhos?

Sou do textão!

Se você consegue escrever um texto enorme de uma só vez, escreva e publique no seu blog.

A partir daí, picote este conteúdo em partes! Este conteúdo pode render diversas citações que você pode publicar ao longo da semana nas suas redes sociais.

Ou pode ser publicado em parágrafos, também nas redes.

Ou pode virar vários posts no blog de uma vez só (com a vantagem de permitir links de um para o outro).

E ainda pode virar roteiro para um vídeo – acabando, assim, com o problema de não saber o que falar no vídeo.

Eu faço vídeo, vagabundo é a…

Então faça o vídeo.

O vídeo também rende diversas citações.

Os stills do vídeo podem virar imagens para outras redes.

Trechos do vídeo podem ser compartilhados.

Aliás, você pode postar seu vídeo no seu blog. Pode transcrevê-lo e postar em modo texto ou enviar por e-mail para seus assinantes.

Quer dizer: uma única peça de conteúdo pode ser desmembrada em várias.

Prefiro escrever pouco, mas ir direto ao assunto

Outra maneira ridícula de aproveitar conteúdo é postar no Twitter, tirar um print e centralizar numa story (desculpa, só consigo chamar ‘story’ no feminino) com um fundo qualquer (use o Canva pra isso).

Com a story salva, você reaproveita a imagem num post quadrado para os feeds do Instagram e Facebook.

Pronto.

“Não ter tempo” não é mais desculpa pra não criar conteúdo.

“E para publicar isso tudo? Tenho que publicar diariamente?”

Buffer. É gratuito até três redes sociais diferentes ou três páginas na mesma rede social. Planoly. Só pra Instagram (aí você deixa o Buffer pro LinkedIn e Twitter, já que o Facebook tem o recurso nativo de programar posts em páginas).

Ainda tem outras questões, como “preciso achar assunto, e que ainda por cima seja relevante”, “Mas tenho que postar todo dia?”, “Tá, já sei produzir conteúdo mas não tenho estratégia”. Calma. Vamos resolver isso.

Qual é a SUA questão?

Me conta. Quero te ajudar.

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MAD e o que uma revista de humor tem a ensinar sobre marketing

Chegamos ao meio do ano, e você já deve ter recebido uns cinco ou seis e-mails de newsletters que você assinou um dia na vida (pra baixar um conteúdo gratuito – quem nunca, né?) sugerindo não apenas que você faça uma retrospectiva do primeiro semestre, como também que você se planeje para atingir as metas do ano nesta segunda metade.

Eu sei que a gente tem que ver com ceticismo tudo o que a gente lê na internet, mas tá certo o coach e o empreendedor digital desta vez.

Mas hoje eu queria falar de outra coisa.

Eu queria falar de uma revista de humor que anunciou seu fim.

Vai lá, faz um chá, senta que o texto é grande – mas eu juro que vale a pena.

via GIPHY

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Talvez você não tenha lido a revista MAD, mas provavelmente já viu muitas capas:

Bem, eu devia ter uns 11 ou 12 anos quando era MUITO fã da MAD. Eu colecionava a MAD brasileira. Mais ou menos nesta idade, eu tinha um primo que trazia muamba do Paraguai. Uns lápis fofos, umas borrachinhas coloridas. Eu revendia prazamiga na escola e ganhava uns trocados. Também vendia por alguns centavos uns desenhos lindos que eu fazia e coloria. Quando fui aos Estados Unidos com meu avô aos 13 anos, fiz questão de trazer um exemplar da MAD gringa porque, né? A MAD. Veja bem: eu vender desenhos e muamba do Paraguai não caracterizou trabalho infantil em nenhum momento, porque tive uma infância privilegiada e porque aquilo nunca pagou as contas de casa. Sim. Não adianta falar de marketing e empreendedorismo sem falar de privilégios, mas isso já é outro papo.

Voltando à MAD. O humor da MAD era meio chulo, mas tinha um ou outro quadrinho bem interessante. O humor da MAD sempre fez troça de políticos de situação, sempre teve sátiras de produtos e eventos da cultura pop mainstream. A versão brasileira deixou de ser publicada desde 2017. Já a versão norte-americana, com uma trajetória que já dura quase 70 anos, acaba de ter seu fim próximo decretado. Escrevi um pouco sobre isso no Célula POP. Vai lá ler.

Enfim, eu nem lia mais a revista, mas seu fim leva a uma reflexão sobre novas formas de consumo de mídia. Muita gente culpando “a caretice das novas gerações”, mas as mudanças nas tecnologias de consumo de mídia têm papel MUITO MAIS RELEVANTE neste fim de ciclo.

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Faz uns 2, 3 anos, soube de um jornal brasileiro bem conhecido fechando as portas. O editorial deixava bem claro que a culpa era “da crise econômica”. Um jornal bom, de qualidade, porém com um site ruim e um projeto de “digitalização” que era um plugin de leitura de pdf não otimizado para celulares.

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Não dá pra menosprezar uma crise econômica. Mas dificilmente uma crise econômica acontece da noite para o dia. Assim como esta crise no consumo de mídias, que se estende há pelo menos uns 20 anos, desde quando as tecnologias digitais tornaram possível o compartilhmento de arquivos diretamente entre usuários. O Napster fez a indústria fonográfica rever o formato CD, o torrent fez a indústria audiovisual rever seus modelos de licenciamento e explorar mais o vídeo por demanda como plataforma de lançamento, a digitalização de livros ainda obriga o mercado editorial a se reinventar com as plataformas de leitura digital.

O público da MAD é jovem, nos Estados Unidos. 

O público da MAD não desgruda os olhos do celular. 

O público da MAD está no no Tik Tok, no Instagram e no Snapchat. O público da MAD curte youtubers jovens e joga jogos online. O público da MAD está mais voltado a livros do que a quadrinhos. O público da MAD curte mais Netflix, que é por demanda, do que assistir ao Warner Channel (a MAD é propriedade da DC Comics, que por sua vez é propriedade da Warner). O público da MAD gosta mais de interagir com o conteúdo do que de consumir passivamente.

via GIPHY

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A MAD, por trás da aparente falta de seriedade, tinha uma mensagem bem clara, emprestada do escritor Timothy Leary: “pense por você mesmo e questione autoridades”. As sátiras, as tiras, as dobradinhas, tudo na revista era feito no sentido de fazer aquele jovem questionar o que é consumido na mídia, na indústria, na política.

Podemos tirar duas coisas muito interessantes daí:

1) Independente de qual é o seu nicho de mercado, você precisa ter muito claro:

  • Quem é seu público-alvo.
  • Onde este público-alvo está.
  • Que mídias consome.
  • Como consome.
  • Que linguagens essas pessoas assimilam melhor.

E traçar uma estratégia para atingir essas pessoas.

Levar conteúdos úteis e relevantes, empacotados de forma que essas pessoas queiram acessar, nos canais que ela frequenta. Isso é marketing!

“E o que eu ganho com isso? Não é perda de tempo escrever um monte, gravar vídeos, dar conteúdo gratuito?”

Eu já disse aqui que não. 1: generosidade vende. 2: conteúdo produzido é sempre um ativo trabalhando a seu favor.

É óbvio que essa produção não precisa tomar um super tempo da sua atividade remunerada, especialmente se essa produção de conteúdo for difícil pra você, de alguma forma.

Não precisa de textão.

Uma imagenzinha feita no Canva e um texto curto de dois parágrafos.

Um link interessante.

Agende o envio.

Simplifique.

Mas leve sua mensagem até seu público. Mande por e-mail. Por Whatsapp. Publique no site, no Instagram, no Facebook ou no Twitter. Quebre um conteúdo grande em 5 pedaços. Faça um vídeo.

Mas faça.

Quando você não leva sua mensagem ao seu público – e, ao invés disso, simplesmente espera que ele chegue -, ele talvez nunca saiba o que você tem a dizer.

A outra lição é a seguinte:

2) Não invista recursos no que não traz retorno

Longe de mim dizer que você só tem que fazer na vida o que dá dinheiro. Logo eu, a rainha dos hobbies não-remunerados!

Retorno pode ser em prazer, em felicidade, em equilíbrio mental, tá? O conceito de retorno é MUITO AMPLO.

Isto posto, a Warner não quer investir na MAD, que é uma propriedade da DC (Detective Comics). E a DC está reformulando até a Vertigo, que é um dos seus melhores selos. A DC deu à Warner os melhores personagens e levou um banho da Marvel/Disney na hora de construir um *universo* com seus personagens. Imagina se a Warner vai investir na MAD, com toda a honra que uma revista com tanta história merece? Era pra ter app com os quadrinhos, era pra continuar a MAD TV no YouTube, era pra ter canal da MAD no Snapchat, era pra ter youtuber adolescente histérico comentando as tiras da MAD, era pra ter dobradinha sei lá como, mas se eles quisessem, teriam feito.

Não queriam.

Preferem investir no que dá retorno em vez de investir recursos para tornar rentável uma propriedade de nicho que foi negligenciada ao longo dos últimos anos.

É triste pra gente, que é saudosista.

Mas não vou me preocupar.

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E mesmo com tudo isso que eu te disse, lembre-se da mensagem que a Revista MAD pegou emprestada de Timothy Leary e adotou como lema: “pense por você mesmo e questione autoridades”

Pode me questionar. Adoro.

Um grande beijo e até a próxima!