comunicação

O que postar nas redes sociais?

Se você gerencia as redes sociais da sua empresa ou se você se preocupa com seus rastros digitais e está tentando construir a sua marca, pode ser que você tenha algum bloqueio criativo de vez em quando. Quem nunca, não é mesmo?

Compilei aqui nesta imagem (clique para vê-la em tamanho decente para dar leitura) várias ideias de posts, para que você nunca fique sem conteúdo:

37 ideias de conteúdo para suas redes sociais + umas dicas

37 ideias de conteúdo para suas redes sociais + umas dicas.

 

Não se esqueça: redes sociais são SOCIAIS, ou seja, pressupõem diálogo e troca de informações! De nada adianta esse trabalho todo se você não interagir com sua audiência, seus fãs e seguidores.

 

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Posted by admin in Blog, Marketing

A arte de comunicar

 Se você me conhece, sabe que nos fins de semana sou cantora (de jazz, dixieland e afins) e desenvolvo um trabalho com dança e fitness usando bambolês. Durante a semana, a performer dá lugar à consultora de comunicação e conteúdo. Mas a performer dá mesmo lugar à consultora de comunicação? Ou apenas tira o glitter do rosto e usa umas roupas mais discretas?

Comunicar bem é uma arte (especialmente quando a arte é um ofício, pois requer, sim, estudo, treino e dedicação full-time). Para comunicar, espalhar e amplificar mensagens e ideias, tem que dominar técnicas e instrumentos bastante específicos; tem que saber amplificar direito, para não dar ruído nem microfonia; tem que ganhar a audiência nos primeiros cinco minutos, tem que fazer o espetáculo completo, mas também tem que deixar um gosto de “quero saber mais”; tem que inovar, apresentar novidades, conhecer e experimentar novas tecnologias, mas tem que usar o tradicional e já testado se for mais adequado; tem que engajar a audiência, tem que interagir; tem que pensar no visual e em como a mensagem vai ser embalada; tem que ser humano.

Tem que conhecer bem seu público; tem que ter empatia; tem que comunicar com sinceridade, amar o que faz e acreditar na mensagem que você passa; tem que ter segurança sobre a mensagem que você passa, e saber se você quer levar ao maior número possível de pessoas ou se prefere uma audiência mais qualificada; tem que ajustar o tom pra não desafinar.

Pensando bem, a performer só trocou o palco por documentos no google drive, reuniões no skype e apresentações em powerpoint, mas a ideia é basicamente a mesma. E na hora de fazer uma apresentação, dar uma aula ou palestra, é praticamente a mesma coisa, mas com uma maquiagem bem mais discreta. Ou não, já que as aulas de canto ajudam muito a colocar a voz e a respirar melhor, e o bambolê… o bambolê é sempre um prop interessante numa palestra… ou você já viu palestrante rodando bambolê? 😉

 

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Por que a compreensão da cultura é importante nas organizações

Por Lia Amancio

Em ‘Chief Culture Officer: como a cultura pode determinar o sucesso ou o fracasso de uma organização’, o pesquisador Grant McCracken propõe a tese de que o mundo empresarial está mudando e é cada vez mais necessário o domínio de cultura nas organizações.

A definição de cultura é bastante abrangente e controversa. Autores clássicos como ADORNO & HORKHEIMER definem indústria cultural como “indústria do divertimento”, o que restringe a cultura às artes e entretenimento. Atualmente, a definição da Escola de Frankfurt já está defasada (embora ainda seja uma grande referência na bibliografia da área) e a cultura já é tratada como um sistema muito mais amplo. Para GEERTZ (1978), o conceito de cultura é semiótico. GEERTZ cita Max Weber, para quem “o homem é um animal amarrado a teias de significado que ele mesmo teceu” e assume cultura como sendo “essas teias e sua análise”. BARBOSA afirma que “as medidas da cultura indicam graus e qualidades de sociabilidade, dos vínculos que pessoas e grupos estabelecem entre si e com seu contexto de vida”, o que se aproxima da definição de cultura do livro de McCracken: “ideias, atividades, emoções, hábitos, preferências, manifestações, discursos e atitudes que compõem e afetam a vida das pessoas”.

A cultura, aqui, é apontada como “elemento crucial na criação de produtos, conteúdos e relacionamentos”. O que McCracken sugere é que, da mesma maneira que empresas têm CEOs, CMOs e CIOs, empresas devem ter CCOs, ou Chief Culture Officers, e que algumas empresas já têm este profissional em seus quadros, ainda que informalmente – diferente do analista de tendências, que projeta cenários futuros independentemente de sua área de expertise, ou dos ‘cool hunters’, observadores de atualidades, o CCO deve entender cultura de uma maneira mais ampla (o que McCracken chama de ‘cultura lenta’) e estar alinhado ao ambiente dinâmico das manifestações e mudanças culturais mas, ao mesmo tempo, sempre evitando a moda, a “ideia do momento”, sob a pena da falta de consistência, do “vaivém administrativo”, de jogar dinheiro fora com modismos. Seu trabalho é observar o que acontece no momento, no mundo, em seu mercado, “separar o joio do trigo e escolher o que a empresa deve ou não usar” e traduzir para a corporação.

No livro, McCracken menciona diversos exemplos de como a observação e a tradução correta da cultura ajudou a moldar produtos e campanhas de sucesso ou, no contrário, como empresas que ignoram importantes mudanças culturais perdem o timing para importantes inovações.

Partindo desta premissa, podemos ir além da proposição de McCracken e afirmar que o conhecimento em cultura pode influenciar produtos, modelos de negócios ou até mesmo ambientes de trabalho – afinal, os funcionários de uma corporação também são influenciados pelo ambiente cultural, assim como a maneira como uma sociedade lida com mudanças econômicas ou tecnológicas pode influenciar significativamente alguns modelos de negócios.

E é aí que entra a comunicação: como seria este fluxo de informação para a empresa? Quem são os parceiros do CCO? McCracken sugere que este parceiro, dentro de uma agência de publicidade, seja o planejador – mas isso seria no universo da publicidade. Considerando a cultura como influenciador de produto, modelo de negócios ou ambiente de trabalho, a demanda do CCO e o fluxo da informação sobre cultura na empresa certamente será diferente.

 

 

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